… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 19 de junho de 2010


 Leituras Cristãs




030 - AS BODAS DE CHARLES SPURGEON

(Por ser o dia de aniversário de Spurgeon, vou recordar alguns episódios dignos de registo ocorridos com este grande Pregador, que nos ajudam a conhecê-lo melhor)


Dois anos após a sua estada em Londres, Spurgeon casou com Susana Thompson. Ela participava com a sua família nos cultos da Capela New Park Street, mas a condição espiritual da Capela antes da chegada de Spurgeon, havia-se deteriorado bastante. Quando Spurgeon começou a pregar em 18 de Dezembro de 1853, a primeira impressão que ela formou de Spurgeon não foi muito boa. Ela pertencia a uma família burguesa londrina, era educada, dominava muito bem o francês, vestia-se com elegância e expressava-se com finura. No púlpito, em frente de si, tinha um camponês vestido de forma extravagante, com uma maneira estranha de expressar-se para a gente culta da cidade de Londres. Nas suas próprias palavras temos esta descrição:

‘Eu não estava fascinada de maneira alguma pela  oratória do jovem orador, a sua aparência rústica e a sua forma de falar, motivavam mais pena que reverência, ... o cabelo comprido e mal cortado, a gigantesca gravata-borboleta negra, o lenço azul de grandes pontos brancos, tudo isto atraiu mais a minha atenção e me divertiu muito bem.’

Susana pensou com os seus botões: ‘Pois é esta a famosa eloquência! Não me impressiona para nada. Se deixasse de fazer gestos com esse bendito lenço... E com esse cabelo... Parece ajudante de barbeiro’.

O seu pai era um próspero comerciante, e ela era uma garota culta. A aproximação deu-se através do diácono Thomas Olney e da sua esposa, que era muito amigos dos pais da Susana e juntavam-se com muita frequência. Olney começou a convidar Charles para estas reuniões. Susana não se interessou muito por Spurgeo então. Foram-se conhecendo pouco a pouco. Spurgeon dava-lhe livros de presente, entre eles, O Progresso do Peregrino, visitavam juntos com  frequência o Palácio de Cristal, tornaram-se noivos, comprometeram-se em matrimónio e terminaram casando-se no dia 8 de Janeiro de 1856.

Numa ocasião, durante o noivado, Charles levou a Susana a um serviço de pregação que estava abarrotado de gente, e no qual ele seria o pregador. Mal chegaram, Charles, totalmente imerso na sua mensagem e no serviço, esqueceu-se de Susana. Ela teve que valer-se por si mesma. No fim do sermão ela foi sozinha para sua casa. Voou até casa, e ia extremamente indisposta. Ela mesma confessou: ‘eu estava extremamente incomodada’. A sua mãe procurou acalmá-la e assegurar-lhe do amor de Charles. Quando o jovem pregador se deu conta, quando veio a si mesmo, e se advertiu que se esquecera completamente da sua noiva, saiu correndo até Brixton, onde vivia Susana, cheio de desculpas. Entrou correndo na casa de Susana e perguntou: ‘onde está Susie? Estive-a procurando por todos lados sem poder encontrá-la.’ A mãe da Susana contou-lhe toda a história; reconciliaram-se e o romance floresceu. Mas Susana aprendeu que seu futuro esposo, como servo de Deus, devia pôr o serviço de Cristo em primeiro lugar, e além disso, ele estava-se tornando num homem muito famoso.

A cerimónia teve lugar às 8 da manhã, num dia muito cinzento, húmido e frio. Sem embargo, milhares de pessoas chegaram para presenciar a cerimónia e muitos tiveram que ficar de fora, aguentando o frio. Teve de vir uma força especial da polícia de Londres, a Força M, para controlar a situação e o fluxo das multidões.

Na sua lua de mel, o casal atravessou o Canal da Mancha e passaram doze dias de lua de mel em Paris. Visitaram palácios históricos, igrejas e museus. Como Susana falava perfeitamente francês, não tiveram problemas. Ele tratava-o carinhosamente Tirshatha, uma palavra do antigo persa que significa ‘sua reverência’.

Quando Charles ia nalguma jornada evangelística, ela sofria muito. Numa dessas ocasiões ela desconsolou-se tanto, que Charles lhe perguntou: ‘pensas que quando algum dos filhos do Israel trazia um cordeiro para o altar de Deus como uma oferenda, ficava ali chorando amargamente pelo cordeiro que havia trazido?’ Susana respondeu: ‘é óbvio que não’. Então Charles disse-lhe: ‘bem, não vês que me estás entregando a Deus ao não me deixares ir pregar o Evangelho aos pobres pecadores, e parece-te que a Deus agrada ver-te chorar pelo teu sacrifício?’ Isso teve o efeito de um sedativo.

A situação económica deles era às vezes um problema, porque Charles era muito generoso e cooperava abundantemente para várias necessidades. A sua generosidade frequentemente excedia os seus recursos. Uma vez tinha de pagar uns impostos e não tinha recursos. Mas ambos formavam um casal de grande fé. Oraram e nesse preciso momento chegou uma carta anónima que continha 20 libras esterlinas. A sua fé foi correspondida e as suas necessidades resolvidas.

Do Livro: Spurgeon, Prince of Preachers, do Lewis Drummond.
http://allanroman.blogspot.com/2007_07_01_archive.html
Traduzido por Carlos António da Rocha

 *+*

Este artigo é parte integrante do portal http://www.no-caminhodejesus.blogspot.com/.
Exerça o seu Cristianismo:
Se vai usar o meu material, cite o autor (quando for o caso), o tradutor (quando for o caso), a editora (quando for o caso) e o meu endereço.
Contudo, ao invés de copiar o artigo, prefiro que seja feito apenas um link para o mesmo.
É expressamente proibido a reprodução de qualquer material publicado no meu blogue para fins comerciais.
Quem não cumprir à letra (textualmente) os pontos acima referidos, a partir deste momento, deixa de ter autorização minha para publicar seja o que for do meu blogue.

Sem comentários: