… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 11 de fevereiro de 2017

11 de fevereiro de 1826 • Alexander MacLaren, o “Príncipe dos Pregadores Expositivos”

11 de fevereiro de 1826 Alexander MacLaren, 
o “Príncipe dos Pregadores Expositivos”
Alexander MacLaren, ministro batista escocês, de orientação calvinista, foi um dos mais famosos expositores das Sagradas Escrituras no seu tempo. Se o seu colega de denominação, Charles Haddon Spurgeon era denominado o “Príncipe dos Pregadores”, ele, por sua vez era denominado o “Príncipe dos Pregadores Expositivos.” Isto era porque diziam que ele tinha um martelhinho dourado com o qual batia no texto da Bíblia até dele obter as divisões para os seus sermões.


Alexander MacLaren nasceu em Glasgow, neste dia, 11 de fevereiro de 1826, e morreu em Manchester, em 5 de maio de 1910. Convertido aos 14 anos, durante uma reunião de avivamento, foi batizado em 1840. Estudou na Universidade de Glasgow e no Seminário Batista de Stepney (hoje Regents Park College), em 1842, quando a família se mudou para viver em Londres (Inglaterra), onde ele adquiriu a sua formação teológica para o ministério batista.



Foi pastor da Igreja Batista em Portland, em Souhthampton, na Inglaterra, de 1846 a 1858, onde exerceu um ministério sobressalente e viu crescer em grande número os crentes da sua igreja. O mesmo aconteceu quando trabalhou na Igreja Union Chapel de Manchester durante os anos de 1858 a 1903. Os seus cultos não tinham nada de litúrgicos. As bases do seu ministério residiam na devoção da congregação e na direção do pastor. Foi duas vezes Presidente da União Batista da Inglaterra e uma da Aliança Batista Mundial no ano de 1905. Viajou extensamente pela Grã-Bretanha, Austrália e pela América do Norte.



Casou-se em 1856 com a sua sobrinha Mariam McLaren e foi um casamento muito feliz. Singelo, humilde, estudioso, profundo, os seus sermões expositivos alcançaram tanta fama como os de C. H. Spurgeon. Alexander MacLaren é conhecido como o “Príncipe dos pregadores expositivos.” Cristocéntrico, estava saturado da herança protestante evangélica. Conservador em teologia não interveio muito nas controvérsias que afetavam naquele tempo a sua denominação a respeito do modernismo teológico e das correntes liberais vindas da Alemanha. Esforçou-se por conseguir a união da denominação Batista com a Congregacional, sem obtê-lo, ainda que tenha conseguido alguns resultados a nível local. Considerava-se a si mesmo um calvinista consistente, ensinado a confiar a Deus e a esperar nEle em todas as circunstâncias.



A sua espiritualidade era a velha espiritualidade reformada evangélica expressa numa honesta interioridade: “A verdadeira adoração de um homem não é aquela que ele oferece no templo, mas a que ele oferece no profundo dessa pequena capela privada, onde ninguém mais assiste que ele próprio perante o seu Deus.”



Alexander MacLaren foi durante sessenta e cinco anos um ministro, inteiramente dedicado à sua vocação. Viveu certamente mais do que quase todos os grandes pregadores do seu tempo entre o seu estudo, o seu púlpito, e a sua escrita. Ele sujeitou a acção ao pensamento, o pensamento à elocução e esta ao Evangelho. A sua vida foi o seu ministério, o seu ministério era a sua vida.



Alexander MacLaren era alto, tímido, calado e não parecia ter mais do que dezasseis anos de idade. Mas a sua vocação, “um consistente calvinista” como ele mesmo poderia ter dito, foi divinamente decretada. “Eu jamais tive qualquer dúvida quanto a ser um ministro”, disse ele. “Só tinha de o ser.” Na faculdade, foi exaustivamente ensinado no grego e no hebraico. Ele foi ensinado a estudar a Bíblia no original e é esta a razão fundamental do seu trabalho como distinto expositor bíblico e para o conteúdo bíblico da sua pregação. Antes de Maclaren ter acabado o seu curso de estudo, ele foi convidado para Portland Chapel em Southampton por três meses, e esses três meses tornaram-se doze anos. Ele começou lá o seu ministério em 28 de junho de 1846. O seu nome e a sua fama cresceram. O seu ministério caiu numa rotina calma, para a qual ele sempre foi grato: dois sermões ao domingo, na segunda-feira uma reunião de oração e um serviço religioso à quinta-feira com preleções. Os seus paroquianos pensavam dos seus sermões que ele lhes pregava como os melhores jamais pregados. Em abril de 1858, ele foi chamado para ser ministro na Union Chapel, em Manchester. Nenhum ministério poderia ter sido mais feliz. A igreja prosperou e um novo edifício teve de ser erguido para 1500 lugares, e cada lugar estava ocupado nos cultos. A sua fama como pregador espalhou-se por todo o mundo de fala Inglesa. O seu púlpito tornou-se o seu trono. Ele renunciou ao cargo de pastor, em 1905, depois de um ministério de quarenta e cinco anos. Ele amava Jesus Cristo com reverência, amor santo e viveu para torná-Lo conhecido. No seu sermão de despedida na União, ele disse: “Apagar-se a si mesmo é uma das primeiras tarefas do pregador.”



Alexander Maclaren começou o seu ministério num pequeno lugar, tranquilo e obscuro, onde podia passar muito tempo com a sua Bíblia. Levantava-se ao amanhecer e estudava nove a dez horas por dia, era capaz de dedicar uma média de 60 horas a cada sermão.



Passava muito do seu tempo de estudo meditando pacientemente numa passagem da Escritura enquanto se mantinha em comunhão com o seu Autor. Chamava a isto a sua incubação do texto. A sua vida de oração acendia o combustível gasto nas suas horas de estudo. Diz-se que acostumava dizer: “Encontrei sempre que a minha própria eficácia na pregação esteve em direta proporção à frequência e à profundidade da minha comunhão diária com Deus.”



Num tempo quando muitos dos seus contemporâneos estavam aceitando as novas ideias céticas e da alta crítica quanto à Bíblia, ele continuou crendo firmemente na sua inspiração divina e que ela era o seu próprio e melhor expositor. Advertiu: “Estas opiniões não crescem, não são elaboradas por meio de um trabalho paciente, mas sim são incorporadas à mente do novo possuidor; são feitas à medida na Alemanha, ou em qualquer outro lugar, mas não na sua própria oficina. Precisamos recordar… os ais pronunciados sobre duas classes de profetas: Os “que furtam as minhas palavras, cada um ao seu companheiro”, e aqueles que profetizam nos seus corações, sem nunca terem visto ou ouvido voz alguma do alto. Temos de estar seguros de que estamos sobre os nossos pés e vemos com os nossos próprios olhos; e por outro lado temos de ver que a Palavra, nesse sentido mais profundo, não é a nossa mas de DEUS. Temos de tratar diretamente com Ele e suprimir o eu, para que Ele possa falar.”



“Às vezes somos céticos de quem se levanta cedo e trabalha até tarde.” Maclaren confessava francamente que uma hora de sonho em cada tarde era uma parte importante da sua rotina diária. Também dedicava um par de horas de cada dia a visitar os doentes e a fazer outras visitas especiais. Durante o seu ministério de 45 anos na “União Chapel” em Manchester, Inglaterra, punha de lado os eventos sociais e os repetidos convites para outros compromissos de pregação. Nada o podia desviar de preparar as suas exposições bíblicas para os 2 000 ouvintes sedentos que se amontoavam para escutar o Evangelho.

Como “o pregador dos pregadores” da Inglaterra, Maclaren é conhecido pela sua obra “Expositions of the Holy Scritptures” (Exposição das Sagradas Escrituras.)

Resumindo a sua vida, dela disse Alexander Maclaren: “A minha obra foi… pregar a Jesus Cristo como o Rei da Inglaterra e o Senhor de todas nossas comunidades, e o Salvador e Amigo da alma individual.” 


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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