… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

23 de fevereiro de 1685 • George Frideric Handel, “Tenho plena segurança na fé que me une a Cristo!”


23 de fevereiro de 1685 George Frideric Handel, “Tenho plena segurança na fé que me une a Cristo!”


George Frideric Handel (à esquerda) e o Rei George I no rio Tamisa, em 17 de julho de 1717, por Edouard Jean Conrad Hamman (1819–88)

Georg Friedrich Händel, nascido em Halle an der Saale, no dia de hoje  23 de fevereiro de 1685, foi um célebre compositor da Alemanha, naturalizado cidadão britânico em 1726. Desde cedo mostrou notável talento musical, e a despeito da oposição de seu pai, que o queria advogado, conseguir receber treino qualificado na arte da música. A primeira parte da sua carreira foi passada em Hamburgo, como violinista e maestro da orquestra da ópera local. Depois dirigiu-se para a Itália, onde conheceu a fama pela primeira vez, estreando várias obras com grande sucesso e entrando em contacto com músicos importantes. Em seguida, foi indicado para mestre de capela do Eleitor de Hanôver, mas pouco trabalhou para ele, e esteve na maior parte do tempo ausente, em Londres. O seu patrão mais tarde tornou-se rei da Inglaterra como Jorge I, para quem continuou compondo. Fixou-se definitivamente em Londres, e ali desenvolveu a parte mais importante da sua carreira, como autor de óperas, oratórios e música instrumental. Quando adquiriu cidadania britânica adotou uma versão anglicizada do seu nome, George Frideric (ou Frederick) Handel.

George Frederick Handel tinha grande facilidade para compor música, como prova a sua vasta produção, que compreende mais de 600 obras musicais, muitas delas de grandes proporções, entre elas, dezenas de óperas e oratórios, em vários movimentos. A sua fama em vida foi enorme, tanto como compositor quanto como instrumentista, e mais de uma vez foi chamado de "divino" pelos seus contemporâneos. A sua música tornou-se conhecida em muitas partes do mundo, foi de especial importância para a formação da cultura musical mundial moderna, e desde a metade do século XX tem sido recuperada com crescente interesse. Hoje George Frederick Handel é considerado um dos grandes mestres do barroco musical europeu.

O célebre compositor Handel morreu em Londres em 14 de abril de 1759 com a idade de 75 anos. No final da sua vida, desde há algum tempo que se encontrava cego. Sobre o seu leito de morte, na hora derradeira, pediu ao seu fiel servidor João, para lhe ler o Salmo 91: «Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Omnipotente descansará. Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nEle confiarei... Pois que tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei num alto retiro, porque conheceu o Meu nome.» Quando terminou a leitura, Handel exclamou: «Como é bom! Eis um alimento que satisfaz e que restaura! Lê-me mais qualquer coisa; toma o capítulo 15 da primeira epístola de Paulo aos Coríntios.» João leu o que o seu mestre ordenava e várias vezes o doente o interrompia para lhe dizer: «Pára, repete-me isso outra vez.»

Alguns instantes depois, quis que lhe lesse, na antologia dos Cânticos, o cântico que sua mãe amava tão particularmente: «Tenho plena segurança na fé que me une a Cristo.» As suas últimas palavras foram: «Senhor Jesus, recebe o meu espírito.»

Sobre o seu túmulo, na Abadia de Westminster, uma estátua representa-o diante de um órgão. Nas suas mãos segura uma folha de música sobre a qual se lêem estas palavras: «Eu sei que o meu Redentor vive.» (Job 19:25).

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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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