… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 18 de fevereiro de 2017

18 de fevereiro de 1546 • Martinho Lutero, criador da modernidade


 18 de fevereiro de 1546 Martinho Lutero, criador da modernidade
Martinho Lutero na Dieta de Worms
Martinho Lutero morreu há 468 anos, neste dia, 18 de fevereiro de 1546. Um dos criadores da modernidade. Para o bem e para o mal, somos todos filhos de Lutero. Mesmo que haja mais Católicos do que Protestantes, o pequeno mundo tipicamente ocidental (Europa, EUA e partes da América Latina) é mais Protestante do que Católico. Não poderíamos entender o subjectivismo, a liberdade de expressão e de iniciativa, o individualismo, o progresso científico, etc., sem Lutero.



Martinho Lutero foi um bom Cristão, se ignorarmos a propaganda antiprotestante, como deve ser ignorada.



Se me fosse possível criar um outro mundo a partir da mudança de um facto do passado, eu criaria este: o Papa dava ouvidos a Lutero, Lutero continuava Católico, os príncipes alemães não apoiavam Lutero (porque daí não adviria nada), a Igreja empreendia uma reforma a partir de Roma, e Lutero acabava por ver os seus méritos reconhecido e como cardeal. Hoje seria reconhecido como santo, grande reformador ao lado de Francisco de Assis (Assis, 5 de julho de 1182 [1] — 3 de outubro de 1226) e de Domingos de Gusmão (24 de junho de 1170 - Bolonha, 6 de agosto de 1221), pela Igreja (Católica Romana).



Talvez tivéssemos assim perdido os jesuítas. Inácio teria entrado para os dominicanos. Mas não teria havido Trento nem a ignorância católica da Bíblia. O clero há muito que seria casado ou celibatário sem qualquer confusão fosse para quem fosse. A revolução industrial teria começado no norte de Itália um século antes e estender-se-ia pelo Mediterrâneo. Não teria havido escravatura em massa. África seria hoje um continente desenvolvido.



Martinho Lutero (Eisleben, 10 de novembro de 1483 - 18 de fevereiro de 1546) foi um sacerdote agostiniano e um professor de teologia alemão e uma das figuras centrais da “Reforma Protestante.” Havendo contestando de forma veemente a alegação de que a liberdade da punição de Deus sobre o pecado poderia ser comprada, confrontou o vendedor de indulgências João Tetzel (em alemão: Johann Tetzel; 1465 — 1519) com as suas “95 Teses”, em 1517. Pela sua recusa em retratar-se dos seus escritos a pedido do Papa Leão X (11 de dezembro de 1475 – 1 de dezembro de 1521), em 1520, e do Imperador Carlos V (Gante, 24 de fevereiro de 1500 — Cáceres, 21 de setembro de 1558), na Dieta de Worms, em 1521, resultou na sua excomunhão pelo Papa, e na sua condenação como um fora-da-lei pelo Imperador.



Lutero ensinava que a salvação não se consegue com as boas ações, mas a salvação é um livre presente de Deus aos pecadores, recebida apenas pela graça através da fé em Jesus, como redentor do pecado. A sua teologia desafiou a autoridade papal na Igreja Católica Romana, pois ele ensinava que a Bíblia é a única fonte de conhecimento divinamente revelada e opôs-se ao sacerdotalismo, por considerar todos os cristãos batizados como um sacerdócio santo. Aqueles que se identificavam com os ensinamentos de Lutero eram chamados de “luteranos.”


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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