… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 26 de março de 2017

26 de março de 1912 • Os cento e cinco anos do Nascimento de Maria das Dores da Rocha


26 de março de 1912 Os cento e cinco anos do  Nascimento de Maria das Dores da Rocha

Hoje, 26 de março de 2017, recordo muito saudoso, Maria das Dores da Rocha, no dia do  seu nascimento, a minha Querida Mãe!

Natural da Gafanha da Nazaré, concelho de Ílhavo, distrito de Aveiro. Foi nessa Península arenosa que viveu praticamente toda a sua vida.

Mulher simples, mãe de 6 filhos, de uma multidão netos, bisnetos e trinetos foi um exemplo vivo para todos, familiares, amigos, vizinhos e conhecidos, por causa da sua vida de abnegação, de amor ao trabalho, ao próximo e a Deus!

Reconheço que falar dos nossos progenitores... é muito difícil. Da minha Mãe, porque da minha Mãe se trata, há muita coisa digna de registo e muita coisa já contada aos seus descendentes (Colectânea de recordações dos filhos no centenário do nosso Pai, José Francisco da Rocha (20 de dezembro de 1907-8 de novembro de 1965) compilada pelo meu Irmão Manuel Olívio, Porto 2007). Todavia, porque fui o Benjamim, o menino da velhice dos meus pais, e depois com 10 anos, com o falecimento de meu Pai, fiquei mais debaixo da saia da minha Mãe, talvez lhe tenha ouvido mais intimamente bater o coração (Como ela amava todos os seus!!) e possa, assim, salientar o lado espiritual da minha Mãe.

Recordo, com saudade! (Como, agora, gostaria de juntar a minha à sua oração!) O seu continuo orar!

Este foi o lema da sua vida: “Orai sem cessar.” (1Ts 5:17, ACF). Esta veneranda Senhora teve uma vida de oração!

Orava ao levantar: Senhor, alembra-Te....

‘Comido’ o magro café: Obrigado, ó meu Deus, por estas sopitas de milho, mai-lo ...

A caminho da terra (campo de cultivo, horto): Meu Deus, a Maria d’Aveiro tem-no home nas ondas da Ria, ...

Chovia: Ó meu Deus, não Te esqueças que há água que seca e Sol que rega!!...

Ventava: Senhor, olha lá as telhas do meu telhado! O meu Zé está de cama! E os meus meninos tão pequeninos!... Deixa-as no lugar!...

Trovejava: A Tua mão nos cubra e nos livre deste fogo, e do fogo eterno, as nossas almas livra!

Deitava uma ninhada e brotava: Senhor Salvador, pela Tua graça, saiam todas galinhas, e só um galo galador!...

Soadas as Trindades: Senhor, cuida e abençoa da nossa ‘nobidade’ e ...

E até no tempo dos figos lampos, quando estes na figueirita minguavam na gula dos seus meninos e ela nós (= não os) provava, oração havia: Adoça-lhes, Senhor, o pingo mel, e bom aproveito lhes faça à barriga e ao peito!...

Creio, e com muita sinceridade, que nós hoje, seus filhos, a sua família em geral, herdámos e estamos a beneficiar espiritualmente das suas orações a nosso favor!

Que Mãe esta que nos gerou física e espiritualmente!

Obrigado, Minha Mãe!

Maria das Dores da Rocha (26 de março de 1912-19 de outubro de 1994).

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Carlos António da Rocha

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