… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 7 de maio de 2017

7 de maio de 1253 • Antes de Polo foi lá Ruysbroeck



7 de maio de 1253 Antes de Polo foi lá Ruysbroeck


Rota da viagem de Guillaume de Rubrouck, realizada entre 1253 a 1255.
Todos, ao que parece, já ouviram falar de Marco Polo e da sua viagem à China. Mas neste dia, 7 de maio de 1253, um ano antes de Marco Polo nascer, um corajoso monge da Flandres deixou Constantinopla iniciando a sua própria viagem para o Extremo Oriente, visitando a corte do Grande Gengis Khan, Gengis Cã ou Gengis Cão, grafado também como Genghis Khan (em mongol Чингис Хаан, transl. Tchinghis Khaan, 1162–18 de agosto de 1227), no coração da Mongólia. O feito de Guilherme de Rubruck é pouco conhecido.

Desde o começo, os seus esforços estavam destinados a ser evangelísticos. Luís IX, o rei santo da França, soube que Sartak, Filho de Batu, era cristão. Ele decidiu contactá-los e incentivar esses distantes irmãos na fé. Guilherme de Rubruck, um frade franciscano, foi o homem escolhido para essa missão. Acompanhado por Bartolomeu de Cremona, pelo criado Gosset, e por um intérprete de nome Homo Dei (“Homem de Deus”, em latim, tradução literal do árabe Abdullah), partiu para o reino Sartak, na esperança de estabelecer uma missão lá.

Sartak provou não ser cristão. Guilherme de Rubruck e o seu companheiro de repente viram a sua missão estendida além da expectativa inicial. Para prosseguir com os seus planos, eles deviam primeiro visitar Batu, pai de Sartak. E assim os dois franciscanos viajaram até ao Volga para o acampamento de Batu. Por sua vez, Batu enviou-os para a Mongólia, com dois sacerdotes nestorianos e um guia. O pequeno grupo atravessou a Rússia e a Mongólia, em pleno inverno e chegou a Karakoram, em janeiro de 1254, à corte mongol, do Grande Gengis Khan.

Já havia nesta cidade outros europeus, prisioneiros de guerra. Desde há muito que os Cristãos Nestorianos tinham penetrado naquela região com a «Boa Notícia» de reconciliação com Deus, em Cristo. O seu ministério teve pouco efeito, talvez porque eles regularmente se enchessem mais de vinho e nada deixassem para a direção do Espírito Santo.

Guilherme de Rubruck entrou numa célebre competição realizada na corte mongol, onde o Grande Gengis Khan, encorajou um debate formal entre Cristãos, budistas e muçulmanos, para determinar qual a fé que estaria correta, de acordo com três juízes, um de cada fé. O debate atraiu uma grande multidão, e, como na maior parte dos eventos mongóis, envolvia uma grande quantidade de álcool. Como foi descrito por Jack Weatherford no seu livro “Genghis Khan and the Making of the Modern World”: “Nenhum dos lados parecia convencer o outro, de nada. Finalmente, à medida que os efeitos do álcool se tornaram mais fortes, os Cristãos desistiram de tentar convencer quem quer que fosse com argumentos lógicos, e passaram a cantar. Os muçulmanos, que não cantavam, responderam recitando em voz alta o Corão, tentando abafar o som dos Cristãos, enquanto os budistas entraram em meditação silenciosa. No fim do debate, incapazes de converter ou matar-se uns aos outros, concluíram da maneira, como a maior parte tinha concluído, com toda a gente simplesmente bêbada demais para prosseguir.

Durante a sua permanência na corte do Grande Genghis Khan Guilherme de Rubruck batizou sessenta cristãos.

Em 10 de julho de 1254 iniciou a sua longa viagem de regresso. Guilherme e os seus companheiros chegaram ao Estado Cruzado de Tripoli, em Acre, em 15 de agosto de 1255.

Ele apresentou ao Rei Luís IX um relatório preciso e cuidado. Incluiu a melhor descrição da Ásia, que se conhece na Europa, desse tempo. Nas suas páginas são apresentadas muitas sugestões para o trabalho de uma nova missão evangelística. Isso nunca se concretizou. Ao todo, a jornada missionária de Rubruck abrangeu mais de 11 mil milhas (A milha terrestre equivalente a 1,609344 quilómetros), em grande parte em território perigoso.

Guilherme de Rubruck (em flamengo: Willem van Ruysbroeck; em francês: Guillaume de Rubrouck; Rubrouck, c. 1220 - c. 1293) foi um monge franciscano flamengo, missionário e explorador, autor de um relato importante sobre as suas viagens pela Ásia, obra de destaque na literatura geográfica medieval.

Nascido em Rubrouck, Flandres, também é conhecido como Guilherme de Rubruk, Guilherme of Rubruk, Willem van Ruysbroeck, Guillaume de Rubrouck ou Willielmus de Rubruquis.

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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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