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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

20 de outubro de 1833 • Justin Perkins, o “Apóstolo da Pérsia”


20 de outubro de 1833 Justin Perkins, 

o “Apóstolo da Pérsia”


Justin Perkins nasceu em Ireland Parish de West Springfield, Massachusetts, em Massachusetts, em 12 de março de 1805 e morreu em Chicopee, em também Massachusetts, nos Estados Unidos da América, em 31 de dezembro de 1869.

Ele era filho de William Perkins e de Judith Clough Perkins, e era descendente de John Perkins, que havia chegado a Massachusetts, em 1631, e, que finalmente, se havia estabelecido em Ipswich, Massachusetts, em 1633, na então Nova Inglaterra.

Justin Perkins passou os seus primeiros anos trabalhando na quinta da família. Aos 18 anos, tendo passado pela grande experiência espiritual da sua vida, nasceu de novo.

Justin Perkins estudou até ao ano de 1829 em Amherst College, e, depois, passou um ano como professor na Academia de Amherst, e dois anos estudando no Seminário Teológico de Andover, e um ano como professor no Amherst College, antes de ser ordenado ministro presbiteriano, no verão de 1833. Mais ou menos por esse mesmo tempo, em 21 de julho de 1833, Justin Perkins casou-se com Charlotte Bass, de Middlebury, Vermont, com quem viria a ter sete filhos. Seis dessas crianças morreriam na Pérsia, e a único sobrevivente, Judith, morreria pouco depois de ter voltar para os Estados Unidos.

Neste dia de 20 de outubro de 1833, O Dr. Justin Perkins foi enviado como missionário presbiteriano pela “American Board of Commissioners for Foreign Missions” para os nestorianos na Pérsia. A sua missão específica era estabelecer contactos com os membros remanescentes da Igreja Assíria do Oriente, no noroeste da Pérsia. Quando lá chegou ele descobriu que as pessoas a quem tinha sido enviado como missionário estavam a viver na pobreza material e na ignorância espiritual, encontrando-se a trabalhar praticamente como escravos para os seus governantes muçulmanos. Para responder a estas questões, Justin Perkins estabeleceu um centro missionário em Urmia em 1835, onde, para além dele próprio, trabalhavam também Asael Grant, um médico norte-americano, e as suas respetivas esposas Charlotte e Judith, nascida Campbell. Perkins aprendeu a língua local, o siríaco moderno, com Qasha Auraham e Mar Yohannan, que fora bispo de Urmia, da Assyrian Church of the East, e que se tinha convertido. Mar Yohannan visitou os E. U. A. com Perkins em 1843.

A missão de Perkins entre os nestorianos iria continuar por 36 anos. Ele, então, começou a pregar, geralmente com o pleno consentimento do clero da igreja local, e muitas vezes nos seus próprios templos. Ele também acabaria por fundar a primeira escola para rapazes e outras escolas para meninos e meninas nas aldeias vizinhas, e, mais tarde, a pedido expresso do governo muçulmano da Pérsia, criou escolas semelhantes para a população muçulmana.

Ele pôs em funcionamento uma imprensa no centro missionário em Urmia. Esta foi usada para a produção de livros e outras obras em siríaco moderno, 80 das quais Perkins traduziu ou escreveu. Passou a editar uma revista na língua local, a revista “Raios de Luz”, que tratava de assuntos como a "Religião, Educação, Ciência, Missões, Matérias juvenis, Miscelânea e Poesia", e que continuou a ser editada ainda depois da sua morte, ocorrida em 31 de dezembro de 1869. Ele começou a traduziu partes da Bíblia para o siríaco moderno que ia editando. A tradução completa do Novo Testamento, foi publicada em 1846. A tradução do Antigo Testamento, em 1852, e uma versão de referência do Antigo Testamento em 1858. Estas duas primeiras traduções do Antigo Testamento continham o texto em siríaco antigo e moderno, em colunas paralelas. Os seus outros trabalhos incluiam livros para serem utilizados no ensino regular e nas escolas dominais, e hinários para o uso no louvor a Deus e a tradução de obras religiosas de Isaac Watts, John Bunyan, Philip Doddridge e Richard Baxter .

Em 1843, em Teerão, Justin Perkins defendeu os protestantes da difamação e da perseguição, com bom resultado.

Justin Perkins foi amplamente reconhecido na sua época como um grande estudioso da língua siríaca, a língua aramaica outrora falada pelos Sírios. A grande estima que por ele tinham as populações muçulmanas e cristãs, possibilitaram que ele adquirisse vários documentos muitos antigos na pérsia, os quais têm sido muito importantes para os estudiosos ao longo dos anos.

Perkins não era apenas um missionário muito laborioso e abençoado nas coisas da salvação das almas, mas também era um excelente aguarelista que fixou, no brilho da cor, em tons uniformes e transparentes, homens, mulheres e crianças pertencentes aos vários grupos étnicos do noroeste da Pérsia, o atual Irão, e que sobrevivem nos seus livros, e nos seus desenhos ainda inéditos.

Justin Perkins escreveu “A Residence of Eight Years in Persia among the Nestorian Christians” (Andover, 1843) e Missionary Life in Persia” (Boston, 1861).

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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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