“Deixem as crianças vir
ter Comigo!”
C. T. Boom
Um
dia aconteceu algo muito importante enquanto eu brincava ao “faz-de-conta”. No
meu mundo de fantasia, eu visitava uma vizinha que não me queria atender. Eu
batia, e batia à porta dela... e nada. A Mamã, que me observava, entendendo o
meu “faz-de-conta”, chamou-me:
-
Corrie, a tua vizinha não te atende? Eu conheço Alguém que está neste exacto
momento batendo à tua porta, esperando que tu Lha abras.
Estaria
a Mamã brincando ao "faz-de-conta" comigo? Hoje eu sei que o meu
coração infantil estava sendo preparado naquele momento; o Espírito Santo prepara-nos
para receber Jesus Cristo fazendo a fim de que a nossa vida se volte
inteiramente para Ele.
-
Jesus disse que Ele está à porta; e se tu o convidares, Ele entrará no seu
coração, continuou a Mamã. E tu gostarias de convidar Jesus para entrar no teu
coração? Naquele momento a Mamã pareceu-me a mais bela pessoa do mundo inteiro.
-
Sim, Mamã, eu quero Jesus no meu coração.
Ela
tomou as minhas pequeninas mãos nas suas e orámos juntas. Era tão simples; todavia
Jesus diz que todos devemos ir a Ele como crianças, não importa a idade,
posição social ou intelectual. Quando mais tarde a Mamã me falou sobre esta
experiência de criança, eu lembrei-me dela claramente.
Pode
uma criança de cinco anos saber o que está fazendo? Há os que dizem que
crianças não têm discernimento espiritual para tomar uma decisão, por isso
devem esperar até que possam pensar por si mesmas. Creio que a criança deve ser
conduzida e não abandonada ao léu da sorte. Jesus tornou-Se mais real para mim depois
daquela experiência.»
Dezenas
de anos mais tarde, fazendo uma palestra a um grupo, dirigi-me especialmente
aos pais, incentivando-os a trazerem os seus filhinhos a Jesus. O próprio Jesus
disse: «Deixem as crianças vir ter Comigo! Não as estorvem,
porque o reino dos céus é dos que são como elas.» (Mt 19:14. ABíbliaparatodos). Então narrei como eu
me decidi por Jesus quando tinha cinco anos de idade.
Depois
da palestra, encaminhei-me para uma saleta onde encontrei um pai, com dois
meninos sobre os joelhos. Ele, com os braços ao redor dos dois garotinhos,
falava ternamente com eles. Voltei-me sobre meus pés silenciosamente, enquanto
o pai dizia com todo o amor aos filhinhos que eles não eram tão pequenos que
Jesus não pudesse entrar e morar nos seus corações.
Que
herança maravilhosa o pai daqueles garotos lhes transmitia! Sentir que o pai os
amava tanto ao ponto de guiá-los ao conhecimento do Pai do Céu!
In “Na Casa De Meu Pai”, C. T. Boom
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