… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

21 de outubro de 1892 • O arqueólogo James L. Kelso escava para Cristo



21 de outubro de 1892 O arqueólogo James L. Kelso escava para Cristo
“An Archaeologist Looks at the Gospels”, um dos mais conhecidos “best- seller” de James L. Kelso
Sempre que um arqueólogo profissional se torna num cuidadoso e minucioso estudioso dos Evangelhos, apenas um objeto domina todo o seu pensamento: o próprio Jesus Cristo. A personalidade de Cristo é única e sem par em toda a história humana. O arqueólogo percebe mais do que qualquer outra pessoa a diferença entre A. C. (Tempo antes de Cristo) e D. C. (Tempo depois de Cristo)

Se James L. Kelso, um arqueólogo presbiteriano norte-americano, de facto, estava a falar para a maior parte dos arqueólogos, quando escreveu estas palavras é discutível, mas não há dúvida de que ele revelou a sua própria mente. James L. Kelso foi professor de História do Antigo Testamento e Arqueologia Bíblica no Seminário Teológico de Pittsburgh. Passou a maior parte da sua vida trabalhando em escavações em expedições arqueológicas na Palestina. O foco dessas viagens, assim como foi o foco da sua pregação e ensino, foi para ele próprio entender melhor a Cristo, e também, para na vida dos outros iluminar o Senhor Jesus.

Nascido neste dia, 21 de outubro de 1892 em Duluth, Minnesota, James começou a ensinar no “Pittsburgh Theological Seminary” em 1923 e participou na sua primeira escavação na Palestina em 1926, na antiga Debir. Depois de nove expedições, ele tomou a direcção duma exploração maior que abrangia trabalhos arqueológicos em Debir, assim como também em Betel, Jericó e Nitla. James L. Kelso escreveu um livro muito bom, em que expôs todos estes anos de pesquisa nestas estações de escavação arqueológica focalizados sempre no mesmo tema.

Esse tema era Cristo. Na obra “An Archaeologist Looks at the Gospels”, James ajudou a trazer o mundo do tempo de Cristo para os nossos dias. “Jesus exclamando na crucificação”, ele observou que "A cruz era o trono real de Cristo." Isso foi porque Cristo deu a Sua vida por escolha própria e "morreu no Seu próprio tempo designado.” Ele estava no controle soberano de todas as coisas - no Seu trono – até mesmo quando estava na cruz.

James L. Kelso mostrou o que ele quis dizer com a diferença entre A. C. e D. C. Por exemplo, ele contrasta a ética pré-cristã com a ética pós-cristã. "Com a vinda de Cristo, a ética de repente tornou-se algo completamente diferente, algo singularmente novo. Agora temos o próprio Cristo e os Seus próprios padrões como medida!" “Cristo ensinou - e viveu - o amor."

James L. Kelso contribuiu com outros trabalhos para o conhecimento da arqueologia bíblica, incluindo o seu “Ceramic Vocabulary of the Old Testament” (Vocabulário de cerâmica do Antigo Testamento).

Tendo passado muitos anos no Médio Oriente, James L. Kelso não partilha da admiração que os evangélicos comuns têm para com o Estado judaico de Israel, lamentando o seu tratamento maldoso e cruel para com as propriedades e vidas dos cristãos durante a guerra de 1967, travada com os seus vizinhos árabes.

James L. Kelso foi trazendo para Pittsburgh artefactos desde a sua primeira exploração. Em 1964 o acerbo dos artefactos arquelógicos trazidos por James deram origem ao “James L. Kelso Bible Lands Museum” (Museu das Terras da Bíblia L. Kelso), no “Pittsburgh Theological Seminary” (Seminário Teológico de Pittsburgh). Esses artefactos tem ajudado ajudar a visualizar como era a vida nos tempos bíblicos.

Pessoalmente creio que hoje, o nosso biografado James L. Kelso, que fez obra meritória como um bom arqueólogo, trabalhando quando a existência do Estado de Israel ainda era uma miragem e não existia de facto, faria a exposição in loco de todo o acerbo dos artefactos arquelógicos trazidos à luz do, isto é nos próprios locais onde escavou, criando assim vários núcleos museológicos em Israel.


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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