… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

24 de outubro de 1648 • A paz foi finalmente assinada em Vestefália



24 de outubro de 1648 A paz foi finalmente assinada em Vestefália
Ratificação do Tratado de Vestefália. Quadro de Gerard Terborch
É chocante que as nações que se dizem cristãs lutem entre si. Mas isso por vezes acontece, e embora as causas óbvias possam parecer ser as religiosas, também as razões económicas e políticas são factores contribuintes para que tal suceda. A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) foi uma contenda para controlar a Europa e todo o Velho Continente foi envolvido nela. Nela, os Católicos lutaram contra os Protestantes, e os Protestantes lutaram contra os Católicos, com terrível ferocidade. Os resultados da Guerra dos Trinta Anos foram devastadores. Em grandes áreas da Alemanha, onde se travou grande parte da Guerra dos Trinta Anos, metade da sua população morreu de fome, da guerra em si, das doenças e dos massacres.

Neste dia, 24 de outubro de 1648, a Paz de Vestefália, foi assinada, pondo fim a esse sangrento conflito. O Tratado poderia ter sido assinado mais cedo, mas o cardeal Richelieu, de França, não estava satisfeito com a posição que a França tinha conseguido obter ao negociar um tratado que foi assinado em 1635. Na sua opinião, o Sacro Império Romano ficou muito forte depois do tratado de 1635. E, assim, a Guerra dos Trinta Anos continuou durante mais 13 longos anos e medonhos.

No final, Richelieu conseguiu o que pretendia. A Paz de Vestefália quebrou o poder do Sacro Império Romano. Para os Cristãos, a paz foi um passo importante na direção da liberdade de consciência. Pela primeira vez os países europeus aceitaram o facto de que de que os governantes não se meteriam em assuntos de natureza religiosa. Quando o Sacro Império Romano perdeu o controlo político de uma parte dos Estados alemães, era de facto concordado que estes podiam permanecer protestantes.

As cláusulas constitucionais submetiam ao estado quer os negócios temporais quer os espirituais, e centralizavam o poder na Dieta. Os artigos religiosos reconheciam a liberdade dos calvinistas alsacianos mas também o princípio “Cujus regio, ejus religio” (é uma frase em latim que significa, "Tal príncipe, sua religião") ou seja, cada príncipe teria a religião oficial que quisesse nos seus domínios territoriais. Esta cláusula foi condenada por Inocêncio X na bula “Zelo Domus Dei” de 26/XII/1648. Através da Paz de Vestefália, mesmo um mal tão grande, como a Guerra dos Trinta Anos, produziu um pouco de bem.

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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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