… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 15 de novembro de 2016

15 de novembro de 1885 • Mukasa é decapitado no Uganda


15 de novembro de 1885 Mukasa é 
decapitado no Uganda


Joseph Mukasa Balikuddembe (na imagem) era um homem corajoso. Vivendo num país onde a autoridade do rei era absoluta, ele aceitou pôr-se debaixo de outra autoridade, a do Rei Jesus.

Os missionários anglicanos e católicos chegaram ao Uganda no final do século XIX., onde bem recebidos pelo rei Mutesa. Este não se tornou Cristão, talvez, porque morreu inesperadamente quando ainda era muito jovem. Então, naturalmente, o seu filho Mwanga, mesmo sendo ainda uma criança, sucedeu-lhe e assumiu o trono.

Quando cresceu, Mwanga tornou-se cruel e perverso, com pouco senso político. Um dos seus primeiros actos como novo rei de facto, em janeiro de 1885, foi o martírio de três convertidos Cristãos do seu reino. Mais tarde, naquele mesmo ano em 29 de outubro, as suas tropas massacraram o bispo anglicano James Hannington (1847-1885) e os africanos que viajavam com ele. Este James Hannington, qual cordeiro dócil, terá dito as suas últimas palavras para os soldados que o matarvam "Vão dizer a Mwanga que eu comprei a estrada para a (conversão) do Uganda com o meu sangue."

José Mukasa era um membro da família real do Uganda e um Cristão convertido. Porque ele era um homem de disposição pacífica, o rei Mutesa tinha-o apelidado de "Balikuddembe" que significa na sua língua “Eles terão paz”. Após Mwange subir ao trono, Mukasa foi nomeado chefe dos escudeiros do rei, uma espécie de guarda pessoal do, de uma hoste composta de duzentos jovens guerreiros. Por esta altura, quando ousou repreender o rei por ele ter mandado matado Hannington, Mukasa era um homem de 26 anos de idade, um comprometido Cristão africano, sem jamais lhe ter concedo uma audiência.

Além do mais, Mukasa também escondia os jovens pajens, quando via que o rei era atraído sexualmente para eles. Mwanga estava furioso por ver os seus desejos de prazer sensual frustrados. Foi então quando o primeiro-ministro pagão Katikiro sugeriu que Mukasa deveria ser morto porque ele era o “líder” da vigorosa comunidade cristã nativa, e o rei Mwanga concordou de imediato.

Neste dia, 15 de novembro de 1885, os guardas do rei Mwanga levaram Mukasa para Nakivubo para ser executado. Pouco antes da sua cabeça lhe ser cortada, ele reiterou que Katikiro o tinha mandado matar injustamente. Ele perdoava-lhe o favor da sua morte, porque o importante era estar com Cristo, e por suaves palavras convidou-o a "mudar o seu modo de vida." Depois de Mukasa ter sido decapitado, o seu corpo foi queimado.

Se o rei Mwanga esperava que o Cristianismo se desvanecesse depois deste exemplo de duro castigo, contudo ele rapidamente aprendeu que não seria assim. Inspirado pelo heroísmo de Mukasa, a Igreja Cristã cresceu rapidamente no seu reino. Um outro súbdito do seu reino que se tornara também Cristão, Charles Lwanga, tomou o seu lugar no palácio do rei Mwanga e agiu com a mesma integridade. A este o rei mandou que o queimassem em fogo brando. A matança aos Cristão no reino de Mwanga ainda durou mais dois anos durante os quais muitos outros habitantes do seu reino que haviam crido no Senhor Jesus Cristo para a salvação das sua almas preciosas foram sendo assassinados durante os próximos dois anos. Mukasa foi apenas um dos primeiros mártires Cristãos no Uganda.

N“A grande nuvem de testemunhas” de hoje, trago, nesta pequena nota biográfica, Joseph Mukasa Balikuddembe, que nasceu cerca do ano de 1860 e que partiu para estar com o seu Salvador, a 15 de novembro de 1885, depois de ter dado o seu sangue num testemunho corajoso do seu Rei Jesus. Que o exemplo nobre deste simples Cristão africano, um dos primeiros mártires Cristãos no Uganda, no coração da África negra, nos leve hoje a nós, Cristãos mais periclitantes a testemunharmos fielmente do Rei do nosso reino, o Rei Jesus!


Que a exemplo de “Eles terão paz”, Joseph Mukasa Balikuddembe, façamos as “pazes” com o Pai Celestial!


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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