… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 22 de novembro de 2016

22 de novembro de 1963 • C. S. Lewis, o“Jack”, foi encontrar-se com o Leão Aslan



 22 de novembro de 1963 C. S. Lewis, o “Jack”, 
foi encontrar-se com o Leão Aslan

Esta é a data que é lembrada em todo o mundo e anualmente recordada nos noticiários da noite como a data em que o presidente norte-americano John F. Kennedy foi assassinado, em Dallas, em 1963. Muito menos notado é o facto de que uma outra personagem famosa do século XX também morreu nessa data. Neste dia, 22 de novembro de l963, Clive Staples Lewis (na foto), conhecido como C. S. Lewis (que preferia ser chamado “Jack”) foi para estar com o Leão chamado Aslan.

Para entender o que isso significa, devemos lembrar que Jack foi um dos excelentes escritores mundiais e professor de Inglês e de Literatura nas Universidades de Oxford e Cambridge. Ele conseguiu prender a imaginação de jovens e adultos com as suas “Crónicas de Nárnia.” Estes sete livros contam a história de meninos e meninas magicamente percorrendo o seu guarda-roupa para se aventurarem numa terra fictícia protegido por Aslan, um leão magnífico, que simboliza Cristo. Estas histórias provaram ser das mais cativantes leituras de aventuras para crianças. Elas também têm sido um instrumento eficaz para converter muitos à fé em Jesus Cristo.

Jack refere-se a si mesmo até aos catorze anos como um “ateu feliz”, mas depois de anos de pensamento analítico, ele concluiu que conhecer a Cristo é a única maneira lógica de compreender o homem e o universo ao seu redor. Aceitando Cristo como seu Salvador aos 30 anos, Jack ficou depois mundialmente conhecido como autor de mais de 25 obras cristãs. Talvez a mais conhecida das suas obras de não ficção seja o livro “Mere Christianity”, que é uma simples, contudo, impressionante declaração lógica do motivo pelo qual o Evangelho é digno de aceitação. “Mere Christianity” editado em 1952, é baseado em palestras transmitidas pela rádio de 1941 a 1944, e publicado em português como “Mero Cristianismo”, e recentemente reeditado como “Cristianismo Puro e Simples.”

Notavelmente, Jack destaca-se como um dos génios talentosos da história que teve a versatilidade de fascinar e encantar as crianças com as suas histórias simples de Aslan e ao mesmo tempo de desafiar os filósofos académicos mais profundos com o seu pensamento e a sua lógica penetrantes. Um dos seus escritos académicos amplamente conhecido é o “English Literature in the Sixteenth Century” (“A Literatura Inglesa no Século XVI”). Outro, “Abolition of Man” (“Abolição do Homem”), foi classificada pela “Encyclopedia Britannica” “Enciclopédia Britânica” como um dos grandes livros mundiais.

No fim da sua vida, Jack sofria de problemas renais graves e tinha de ter muitas transfusões de sangue. Durante uma destas secções de hemodiálise ele entrou em coma. No entanto, tendo depois recuperado a consciência, continuou a ler livros novos e a reler os livros que ele amava. Às cinco e meia, neste dia, 22 de novembro de 1963, Warnie, o irmão de Jack, ouviu um estrondo e encontrou Jack inconsciente. O famoso escritor morreu poucos minutos depois.

Shadowlands” (“Sombras”), um filme da BBC sobre a vida de Jack, co-produzido com a Gateway Films, ganhou o prémio Emmy Internacional de melhor série dramática e deu origem a uma peça de teatro com o mesmo título, dando muita popularidade à vida deste professor inglês. Hoje, milhões de pessoas continuam a ler, apreciar e beneficiar das obras notáveis de C. S. Lewis.

Clive Staples Lewis, conhecido como C. S. Lewis (Belfast, 29 de novembro de 1898 – Oxford, 22 de novembro de 1963), foi um autor e escritor irlandês que se salientou pelo seu trabalho académico sobre literatura medieval e pela apologética cristã que desenvolveu através de várias obras e palestras. É igualmente conhecido por ser o autor da famosa série de livros infanto-juvenis de nome “As Crónicas de Nárnia.”

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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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