… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

2 de novembro de 1904 • Althea Brown temeu pela sua vida


2 de novembro de 1904 Althea Brown

 

  temeu pela sua vida

Neste dia, 2 novembro de 1904, os missionários na estação de Ibanche no Congo (Zaire), tremiam pelas suas vidas. Entre eles estava Althea Brown. Um corredor trouxe para Ibanche um ramo gotejando um líquido vermelhado, e disse que era o sangue de um cristão morto por flechas rebeldes. Os guerreiros estavam em marcha, queimando aldeias cristãs à medida que avançavam.

 

Depois de fabricar um forte “remédio” que supostamente desviaria as balas, o rei Lukenga ordenou às suas tropas para lhe trazerem os corações de todos os comerciantes e as cabeças de todos os missionários, e para que queimassem todas as habitações das pessoas brancas. Ao emitir essa ordem, ele estava agindo em rebelião no Congo, cujo governo era reconhecido internacionalmente.

 

Ao anoitecer, lutas ferozes cercaram o edifício da missão. A noite caiu. “Nenhum de nós esperava ver o nascer de outro dia. O que fazíamos contentemente era uma oração contínua por libertação ou por aptidão para estarmos diante do Rei [Deus]”, escreveu Brown Althea mais tarde.

 

Althea Brown era uma afro-americana que tinha aprendido pacientemente a ter confiança no seu Deus. Sem qualquer formação académica sobre linguística, ela conseguiu a proeza incrível de preparar uma gramática sobre a língua Bakuba, e teve de esperar 12 anos antes que alguém a publicasse!

 

Ela foi uma estudante distinta, uma professora querida pelos seus alunos, porém, deixou a sua terra natal, os Estados Unidos da América, a fim de revelar o Senhor Jesus Cristo ao povo Bantu. Em ambos os lados do Atlântico, ela foi um exemplo de fé aplicada, amando os outros e fazendo as melhores coisas para todos, através de um esforço determinado. Ela tinha mesmo feito e vendido bombons na faculdade para cobrir as suas despesas! Ela adquiriu toda a habilidade necessária para o sucesso, quer fosse para aprender uma língua ou para costurar um vestido.

 

Mas os seus esforços pareciam destinados a terminar naquela noite. “As horas até ao amanhecer pareciam não ter fim. Então nós cantámos a doxologia”.

 

Durante o dia, a luta abrandou. Houve uma longa segunda noite de medo, até que, no dia seguinte, um pequeno grupo de soldados congoleses, bem armados, mas receosos de atacar, escoltaram as mulheres e as crianças para um lugar mais seguro da cidade. Nós seriámos um grupo de cerca de quinhentas pessoas. Na fuga houve uma cena patética. Crianças pequenas de quatro e cinco anos iam andando e levando cargas. Os soldados nativos, temendo um ataque ao longo da estrada ordenaram-nos que passássemos por eles rapidamente.”

 

Althea sobreviveu a este episódio e casou-se com um colega missionário, Alonzo Edmiston, tendo costurado ela mesma todas as roupas do casamento, pois a sua estação missionária e tudo o que lá havia foi queimado na rebelião.

 

Mais tarde, kueto, um dos chefes rebeldes, suavizado pelas provações, pediu-lhes para educarem o seu primeiro filho por ele, o que fizeram. Althea morreu em 1937 da doença do sono e de malária, tendo dado a sua vida pela conversão Congo à fé no Senhor Jesus!

 


Althea Maria Edmiston Brown (17 de dezembro de 1874 - 10 de junho de 1937) foi uma missionária afro-americana que passou mais de 30 anos servindo como missionária Presbiteriana no Congo Belga em África, no início do século XX. Nascida em 17 de dezembro de 1874, em Russelville, Dekalb County, no Alabama e criada no Mississippi, tendo falecido em 10 de Junho de 1937, em Mutoto, no Congo (Zaire). Brown voltou várias vezes aos Estados Unidos da América para dar palestras sobre a sua obra. Apesar de não ter formação linguística, compilou a primeira gramática e o primeiro dicionário para a tribo Bakuba, um imenso projecto que levou mais de uma década para ser concluído.



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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

Este texto é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está escrito com o Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicado nem utilizado para fins comerciais; seja utilizado exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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