… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 29 de novembro de 2016

29 de novembro de 1947 • O Plano de Partição da Palestina foi aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, através da sua Resolução 181



29 de novembro de 1947  O Plano de Partição da Palestina é aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, através da sua Resolução 181
Mapa do Plano de Partição da Palestina, 29 de novembro de 1947
O Plano de Partição da Palestina - ou, mais exatamente, daquilo que restava da Palestina, pois uma parte já havia sido separada para constituir a Transjordânia, em 1922 - é aprovado neste dia, 29 de novembro de 1947, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, através da sua Resolução 181.

Pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial, em maio de 1947, a ONU, a pedido do Reino Unido, criou o UNSCOP (United Nations Special Committee on Palestine), para elaborar o plano de partição da área do Mandato Britânico da Palestina. O plano consistia na partição da banda ocidental do território em dois Estados - um judeu e outro árabe -, ficando as áreas de Jerusalém e Belém sob controlo internacional. 53% do território seriam atribuídos aos 700 mil judeus, e 47% aos 5 milhões de árabes que viviam no local. Em geral, a criação imediata de um lar nacional judeu, conforme fora prometido pela Declaração de Balfour e pela Liga das Nações, em 1922, era vista como uma forma de reparação pelo Holocausto. Em 18 de julho de 1947, a interceptação, por forças britânicas, do navio posteriormente denominado “Exodus 1947”, que levava 4 500 refugiados judeus para a área do Mandato - viagem patrocinada por um grupo de judeus americanos - também obteve grande repercussão na mídia e provocou a comoção internacional, o que fortaleceu a posição das organizações sionistas, que lutavam pela criação de um Estado judeu.

Assim, poucos meses depois, na sessão de 29 de novembro de 1947 - presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha [Osvaldo Euclides de Sousa Aranha (Alegrete, Rio Grande do Sul 15 de fevereiro de 1894 — Rio de janeiro, 27 de janeiro de 1960)] -, quando 56 dos 57 países membros se encontravam representados, 33 deles votaram favor do Plano, 13 votaram contra e 10 abstiveram-se. Apenas a Tailândia esteve ausente. Os países da Liga Árabe (Egito, Síria, Líbano e Jordânia) manifestaram-se abertamente contrários à proposta e não reconheceram o novo Estado.  Meses depois, em 14 de maio de 1948, poucas horas antes de se esgotar o mandato britânico sobre a Palestina e já a meio duma guerra civil entre árabes e judeus, foi declarada a Independência do Estado de Israel, no dia 14 de maio de 1948. Os Estados árabes reagiram imediatamente, e os seus exércitos entraram na Palestina. Começava a primeira guerra árabe-israelense.


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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