… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

15 de dezembro de 1737 • Zinzendorf ordena Peter Bohler,um influente missionário moraviano



15 de dezembro de 1737 Zinzendorf ordena Peter Bohler,
um influente missionário moraviano
Quando o Conde de Zinzendorf de sua graça completa Nikolaus Ludwig von Zinzendorf und Pottendorf, Conde Imperial de Zinzendorf e Pottendorf (26 de maio de 1700 - 9 de maio de 1760), líder dos Morávios, se tornou bispo, o seu primeiro ato oficial foi ordenar Peter Böhler ou Peter Boehler. Nenhum homem poderia ter previsto as consequências, a longo prazo, da cerimónia, que teve lugar neste dia, 15 dezembro de 1737.

Peter Bohler que tinha nascido em 31 de dezembro de 1712, em Frankfurt, na Alemanha, era um licenciado pela Universidade de Jena. O seu pai queria que ele estudasse medicina, mas ele foi atraído para a teologia em lugar da medicina. Entre aqueles que o influenciaram durante os seus anos de estudante estão o Conde de Zinzendorf e o professor Johann Walch George, ambos fortemente impregnados com o movimento da vida nova de índole luterana conhecido como Pietismo.

Ainda nesse ano de 1737 Peter foi enviado para os Estados Unidos da América como missionário e bispo, onde dirigiu a fundação de muitas assembleias locais de Morávios. A sua influência foi sentida directamente na Inglaterra, onde também estabeleceu um trabalho Morávio. Nos Estados Unidos da América, ele foi um dos primeiros homens a iniciar a educação do povo negro e esteve envolvido nos primeiros anos da fundação de Bethlehem, na Pensilvânia e foi um dos fundadores de Nazareth, naquelas proximidades. Ele e alguns outros Morávios realizaram viagens longas e difíceis para pregar aos escravos e também estendeu o seu campo missionário entre os índios.

Ele era amado em Bethlehem. Durante os anos obscuros, quando todas as colónias da missão Morávia foram massacradas nas guerras da América, as pessoas olhavam para ele para terem esperança. Um registo daquele tempo conta com alegria do seu regresso de negócios na Europa para liderar um culto de Natal. Nesse serviço, ele pregou que o maior e mais maravilhoso dom que o Salvador nos deu, foi Ele mesmo. Durante os hinos desse culto de Natal, cada criança presente ofereceu-lhe uma vela acesa, até que houve 250 luzinhas na capela, que exalavam um cheiro doce e proporcionavam uma visão impressionante.

Mas a conexão em que o nome de Peter aparece com mais frequência é com os irmãos “Wesleys”. Escrevendo a Zinzendorf, ele relatava-lhe, “Eu viajei com os dois irmãos, John e Charles Wesley, de Londres para Oxford. João, o mais velho, é um homem bem-humorado; ele sabia que não cria corretamente no Salvador, e estava disposto a ser ensinado. O seu irmão, com quem o senhor conversou, muitas vezes durante quase um ano, está atualmente muito angustiado na sua mente, mas eu não sei como é que ele deve começar a familiarizar-se com o Salvador.”

Eles próprios, os irmãos “Wesleys” pensavam que eram nascidos de novo porque eles faziam o seu melhor para agradar a Deus, todavia, os irmãos “Wesleys” descobriram que Peter não cria dessa forma. Charles escreveu mais tarde que ele tinha pensado que Bohler era pouco afectuoso. “Será que ele me despoja dos meus esforços? Não tenho mais nada em que confiar.” Mas, no fim de contas, os dois irmãos, John e Charles Wesley vieram a compreender que a salvação é somente pela fé no sacrifício efetuado pelo Senhor Jesus Cristo na Cruz do Calvário e experimentaram as conversões que levaram ao crescimento fenomenal do movimento metodista.

Mais tarde algumas diferenças doutrinárias causaram a separação dos dois irmãos, John e Charles Wesley, de Peter Bohler, mas apesar disso, Peter Bohler e John Wesley ainda conservavam a sua amizade no final das suas vidas.

Finalmente, Peter Bohler morreu em Londres em 27 de abril de 1775. Tinha 62 anos.

A Câmara de Frankfurt, em sua honra, deu o seu nome a uma das ruas da cidade.

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Fontes Utilizadas:

Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.

Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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