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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

30 de dezembro de 1863 • Frédéric Monod, uma das figuras mais destacadas do protestantismo francês do século XIX


30 de dezembro de 1863 Frédéric Monod, 
uma das figuras mais destacadas do protestantismo francês do século XIX


Frédéric Monod nasceu em Monnas, perto de Morges, na Suíça, em 17 de maio de 1794. Era irmão de Adolphe Monod e foi educado em Genebra, sendo mais influenciado por Robert Haldane do que pelos seus professores unitários.


Depois da sua ordenação ao pastorado em Genebra em 1818 foi para Paris, onde colaborou durante algum tempo com a Sociedade Bíblica francesa.



Depois foi tutor privado em Jena (Jena ou Iena que é uma cidade da Alemanha localizada na Turíngia) durante um breve período, mas em 1820 regressou para Paris, sendo primeiro coadjutor do seu pai e depois de 1827 pastor titular em Oratoire.



Durante os primeiros anos deste período assumiu a edição do “Arquive du christianisme au dixnèuvieme siècle”, que levou a cabo durante quarenta e três anos, como firme defensor da ortodoxia calvinista.



A sua posição editorial colocou-o num lugar proeminente em 1848, quando a Revolução Francesa começou a afetar as condições religiosas em França.



Teve uma participação ativa que conduziu à separação da Igreja do Estado e também na formulação de um credo para a Igreja Reformada francesa.



Em setembro de 1848 foi convocado para Paris um sínodo geral da Igreja Reformada sem permissão governamental. Nessa ocasião, ainda que Monod tenha pregado o sermão de abertura na “igreja” do Oratoire, a sua moção para a formulação de um credo não foi apoiada, porque as questões dogmáticas não deviam ser consideradas por um sínodo. Monod, convencido de que não podia ficar por mais tempo numa igreja sem credo, resolveu fundar uma “Igreja” livre sobre bases ortodoxas, esperando que tal passo levasse á união de todos os ortodoxos que haviam ficado divididos em reformados e luteranos, igrejas livres e igrejas estatais. O sínodo reunido em Paris e o seu irmão Adolphe exortaram-no a que reconsiderasse a sua decisão, mas os seus esforços foram em vão, tendo Frédéric Monod demitido-se em 8 de janeiro de 1842 do seu pastorado na “igreja” do Oratoire.



Uns meses mais tarde abriu um pequena capela em Paris, onde congregou os primeiros membros da futura Igreja livre.



Sub sua orientação celebrou-se um sínodo para criar uma constituição das “Igrejas evangélicas livres” desde 20 de agosto a 1 de setembro de 1849. Monod teve êxito em reunir as comunidades protestantes dispersas que tinham rompido com a Igreja estatal ou que se haviam constituído como resultado do “avivamento”, sendo a sua característica a separação do Estado e o seu credo mútuo.



A primeira sentença da constituição que propôs para a nova igreja declarava: “Cremos que toda a Escritura do Antigo e do Novo Testamento é inspirada por Deus, constituindo a única e infalível regra de fé e de vida.”



A “Union des Églises Evangéliques Livres” celebrou o seu cinquentenário em 25 de outubro de 1899. Desde o começo deixou à discrição das comunidades locais a resolução dos problemas de organização, liturgia, disciplina e até o modo e tempo do batismo.



No terceiro sínodo da “Union des Églises Evangéliques Livres” realizado em 1852, foi criado um comité de evangelização que teve numerosas filiações.



No quinto sínodo da “Union des Églises Evangéliques Livres” realizado em 1856, foi estabelecido um comité para fiscalizar a preparação de ministros, sendo regulada formação de pastores no nono sínodo realizado em 1864.



Fruto dos seus trabalhos na vinha do Senhor foram nascendo novas congregações até que em 1873 havia setenta e três Assembleias Locais, mas logo aconteceu uma diminuição devido principalmente às condições na Igreja Reformada da França, que ao adoptar um credo, fez com que muitos crentes regressassem à dita Igreja, entre eles o próprio filho de Monod, Theodore.



Monod ficou como pastor da sua igreja até à sua morte, ocorrida no dia de hoje, em Paris, em 30 de dezembro de 1863. Durante a sua vida foi ajudado por generosas contribuições dos Estados Unidos da América, do Canadá, da Inglaterra e da Escócia.



Frédéric Monod foi uma das figuras mais destacadas do protestantismo francês do século XIX. Contudo, não foi um teólogo notório, ainda que teve facilidade para apresentar as suas ideias dogmáticas e eclesiásticas em forma jornalística. Além disso, foi um inteligente administrador e como presidente do comité da “Union des Églises Evangéliques Livres” dirigiu a federação das Igrejas livres de França com uma habilidade consumada.



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Fontes Utilizadas:

Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.

Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha



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