… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 4 de dezembro de 2016

4 de dezembro de 1854 • Mary Reed, amiga dos leprosos


4 de dezembro de 1854 Mary Reed,

amiga dos leprosos

O apóstolo Paulo disse aos anciãos de Éfeso “E agora, eis que, ligado eu pelo espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que lá me há de acontecer, senão o que o Espírito Santo, de cidade em cidade, me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações. Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus..” (At 20:22-24 ARC). Mary Reed (na imagem) encarnou o espírito do Apóstolo Paulo.

Mary Reed nasceu em Lowell, Ohio, nos Estados Unidos, neste dia, 4 de dezembro de 1854. Ela era a mais velha de quatro meninos e de quatro meninas. O seu pai era um fabricante de arreios. A sua família era religiosa e ela aceitou a Cristo numa idade precoce. Aos 16 anos ela percebeu que havia sido “salva para servir.”

Depois de estudar, foi professora nas escolas públicas norte-americanas durante dez anos.

Em 1884, aos trinta anos, respondendo à chamada para ir para o trabalho missionário partiu para a Índia, enviada pela Igreja Metodista Episcopal, norte-americana.

Pouco tempo depois da sua chegada ao campo missionário adoeceu e foi aconselhada a procurar recuperar a sua saúde nos bons ares das montanhas dos Himalaias. Pois bem! Aí curou-se da doença que a levou lá! Mas ao relacionou-se com uma colónia local de leprosos o seu coração ficou preso a esta pobre gente doente abandonada e desprezada. Ficou no meio deles durante quatro anos aliviando os seus sofrimentos físicos e espirituais. Nesse tempo não havia ainda tratamento médico específico para a lepra. Finalmente cai ela também doente...

Regressa a sua casa em Lowell, no Ohio para recuparar a saúde. Um dia ela queixa-se de um formigueiro no dedo polegar da sua mão direita e dumas manchas nas faces... os médicos que ela consultou têm dificuldades no diagnóstico. Põe-se a estudar a doença. E o seu coração puxa-a para a abandonada colónia de leprosos, perdida algures nas montanhas dos Himalaias.

A sua lepra era diferente, não era desfigurante e também era menos dolorosa que a deles. Neste ponto, ela sabia que Deus queria que ela passasse a vida a ajudar os leprosos, porque eles eram um povo abandonado precisando de muita compaixão. Parte de novo para lá.

Agora que ela era um deles, compreendeendo-os melhor, pôde ajudá-los na sua terrível situação. Trabalhando, geralmente, por conta própria, o seu trabalho produziu conversões verdadeiras que redundaram na criação de uma igreja local, em melhorias na habitação, e numa colónia auto sustentada. Enquanto trabalhava entre eles, maravilha das maravilhas, ela foi curada milagrosamente da sua lepra!

F. B. Meyer conheceu pessoalmente Mary Reed na Índia e deixou-nos uma impressão extraordinariamente duradoura sobre a fé dela. Ele que tinha tido dificuldade em despedir-se dos seus entes queridos, afirmou que tinha ficado muito impressionado com a decisão dela de abandonar a sua família e partir resolutamente para viver e trabalhar entre os leprosos, uma vez que ela sido contagiada com a mesma doença! A decisão de partir, tinha sido para Mary uma decisão tão difícil de tomar, que ela partiu para a Índia sem se despedir dos seus queridos familiares! Ele maravilhou-se, porque ninguém jamais lhe ouviu uma queixa, ou um lamento sobre o estado em que se encontrava! Pelo contrário, ela deleitava-se com as oportunidades que teve de ajudar essas pessoas isoladas e estigmatizadas socialmente e de ver tantas delas aceitarem a salvação de Deus e a comprometerem-se no serviço fiel de Jesus Cristo!

Após 52 anos de serviço missionário abnegado, Mary Reed reduziu as actividades aos 84 anos de idade, mas ficando a viver entre os leprosos na mesma missão onde sempre trabalhou, em Chandag Heights, na Índia. Aí faleceria um ano depois, em 4 de abril de 1943.

Claro que esta história de Mary Reed não está nem nas parangonas dos diários nem nos semanários deste fim de semana! Nem vale a pena procurar-se nos motores de busca!

Contudo, eu tenho a certeza de que Mary Reed, amiga dos leprosos, ouviu do seu Senhor em 4 de abril de 1943: “Bem está, serva boa e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor!”


****

Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

Este texto é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está escrito com o Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicado nem utilizado para fins comerciais; seja utilizado exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: