… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

17 de janeiro de 1829 • Catherine Mumford Booth, “A Mãe do Exército da Salvação”


17 de janeiro de 1829 Catherine Mumford Booth, 
“A Mãe do Exército da Salvação”

Catherine Booth nascida neste dia, 17 de janeiro de 1829, foi a esposa do fundador do Exército da Salvação, William Booth. Por causa de sua influência na formação do Exército de Salvação ela era conhecida como a “Mãe do Exército.”


Nasceu como Catherine Mumford em Ashbourne, no condado do Derbyshire, Inglaterra, na família formada por John Mumford e Sarah Milward, que tiveram outros quatro filhos. O seu pai era um modesto construtor de carroças e a sua mãe uma cristã muito devota. A sua família mudou-se, sendo ela ainda muito pequena, para Boston, Lincolnshire, e mais tarde para Brixton, Londres.



Desde tenra idade, Catherine mostrou-se como uma menina séria, religiosa e sensível. Teve uma rigorosa educação cristã, aos 5 anos já lia em voz alta a Bíblia para a sua mãe e antes de cumprir os 12 anos já a tinha lido completamente oito vezes. Aos 14 anos, uma enfermidade na coluna obrigou-a a deixar a escola e a passar muitos meses prostrada. Era uma criança de saúde frágil, que tendo deixada escola formal aos 14 anos como já foi dito, ainda assim foi uma brilhante aluna, a quem a sua enfermidade não impediu de estudar teologia, história, geografia, e filosofia.



Mais tarde as suas inquietações religiosas levaram-na a experimentar um renascer espiritual, e filiou-se numa Igreja Metodista. As suas inquietações sociais fizeram-na comprometer-se também com a “Band of Hope”, uma sociedade de temperança para meninos e adolescentes da classe operária fundada em 1847, em os membros faziam votos de abstinência total (alcoólica) e faziam também propaganda contra as bebidas alcoólicas. Por esse tempo Catherine também foi activista do “Temperance Movement”, escrevendo cartas sobre este problema a numerosos jornais e autoridades.



Ela conheceu William Booth quando este veio pregar à sua Igreja (Ela estava aprendendo a ser pregador do Novo Círculo Metodista) em 1852, fizeram-se muito amigos e simpatizaram imediatamente um com o outro.



Depois de três anos de amizade, nos quais Catherine apoiou o trabalho de pregador itinerante de William com um nutrido epistolário, (6 volumes publicados em 1988: Writings of Catherine Booth) contraíram matrimónio em 16 de junho de 1855, na Igreja Congregacional de Stockwell Green, no sul de Londres. Tiveram uma numerosa família, toda ela dedicada, desde a infância, ao trabalho evangelístico: William Bramwell Booth (1856), Ballington Booth (1857), Catherine ou Kate Booth (1858), Emma Booth (1860), Herbert Booth (1862), Enjoe Booth (1864), Evangeline (1865) e Lucy (1868).



Catherine teve ainda tempo para começar a ser mais activa no trabalho da Igreja enquanto William era pastor em Brighouse. Ela sentiu uma chamada irresistível para convidar as pessoas comuns à Igreja, iniciou para isso um activo ministério de visitação casa a casa, especialmente entre as famílias com problemas de alcoolismo. Também participou activamente em reuniões para crianças e adolescentes. Contudo, ela era muito tímida para falar ao público adulto, além disso, naquela época, era muito incomum que uma mulher tivesse oportunidade de falar em serviços religiosos.



Entretanto, Catherine estava convencida de que as mulheres cristãs não só tinham o direito de pregar, mas também tinham essa obrigação. Quando chegou às suas mãos um periódico com um artigo em que se argumentava contra o direito das mulheres utilizarem o púlpito, ela decidiu-se a publicar o “Female Ministry: Or, Woman”s Right to Preach the Gospel” (Ministério Feminino: ou O direito das mulheres a pregar o Evangelho) em 1859, um artigo que foi publicado no mesmo periódico como uma separata.



William e Catherine decidiram começar um trabalho diferente do pastorado de uma igreja ao iniciarem a sua Missão Cristã em 1865. William pregava aos pobres e deserdados e Catherine (em certo sentido) aos ricos, ganhando a sua ajuda para financiar esta tamanha iniciativa, foi por isso que ela começou a levar a cabo as suas próprias campanhas de colectas de recursos e de voluntariado. Quando este trabalho diferente tomou o nome de “Exército de Salvação” em 1878, e William Booth começou a ser conhecido como “O General”, Catherine passou definitivamente para segundo plano, sendo reconhecida como “Mother of the Army”, e ela certamente estava por detrás de muitas das mudanças da nova organização.



Como esposa de William Booth, Catarina contribuiu fortemente com muitas das suas ideias para as crenças e regulamentos do Exército de Salvação.



Foi a “designer” da bandeira e do famoso poke bonnet (chapéu de senhora com pala, sobretudo os usados pelas senhoras no Exército de Salvação), apelidados coloquialmente como “aleluias.”



Mas, mais importante ainda, ela deve receber o mérito da igualdade que as mulheres desfrutam no Exército da Salvação.



Quando ela tinha 59 anos, Catarina foi informada que ela estava sofrendo de cancro, que só tinha mais dois anos para viver.



Ela pregou o seu último sermão em 21 de junho de 1888, e então retirou-se para a sua casa em Hadley Wood, próximo a Londres, onde, apesar das dores excessivas, ela continuou a discutir os negócios do Exército da Salvação e a encorajar as suas muitas visitas.



Catherine Booth morreu aos 61 anos de idade em Clacton-on-Sea, Essex, em 4 de outubro de 1890. Faleceu nos braços de William e rodeada pelos seus filhos e família. Ela está enterrada junto ao seu marido no Cemitério do Abney Park, Londres.


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

Este texto é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está escrito com o Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicado nem utilizado para fins comerciais; seja utilizado exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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