… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 22 de janeiro de 2017

22 de janeiro de 1876 • John Dykes, compositor de “Santo, Santo, Santo”, morre de excesso de trabalho



22 de janeiro de 1876  John Dykes,

 compositor de “Santo, Santo, Santo”, morre de excesso de trabalho

“Holy, Holy, Holy, Lord God Almighty,” (“Santo, Santo, Santo, Senhor Deus Todo-Poderoso”) assim articulava em voz baixa a viúva de Reginald Heber. Entre os papéis do seu falecido marido, ela achou as estrofes de um dos mais belos e poderosos hinos jamais escritos. Porém, os anos passar-se-iam antes de que as suas linhas tomassem o seu lugar nos serviços de adoração ao redor do mundo cristão.


 


Em 1861, um editor redescobriu o poema de Reginald Heber. Ele perguntou a John Bacchus Dykes se o conseguia musicar. Fazia sentido para ele dirigir-se a John porque este tinha uma aptidão natural para a música. Além disso, John tinha-se acabado de diplomar com o grau de mestre em música nesse mesmo ano. John tinha sido organista de igreja desde os dez anos de idade e foi co-fundador e presidente da Sociedade Musical da Universidade de Cambridge.


 


John aceitou o poema. Dentro de 30 minutos, ele tinha escrito a música “Niceia”, que levou o louvor da Santíssima Trindade a todos os cristãos.


 


 


Holy, Holy, Holy Lord God Almighty Santo,

(Santo, Santo, Senhor Deus Todo-Poderoso,)

Early in the morning our song shall rise to Thee;

(No início da manhã o nosso canto subirá a Ti;)

Holy, Holy, Holy, Merciful and Mighty!

(Santo, Santo, Santo, Misericordioso e Poderoso!)

God in Three Persons, Blessed Trinity!

(Deus em três Pessoas, Santíssima Trindade!)



Um ano após ele ter composto esta música famosa, João foi nomeado vigário de São Oswald. Isso colocava-o na direção de uma paróquia. Ele tinha então trinta e nove anos e já ocupara vários cargos menores dentro da igreja da Inglaterra (Anglicana, entre nós). Os paroquianos ficaram satisfeitos com a nomeação de John e manifestaram-lhe a sua afeição.


 


O seu bispo, no entanto, não se importou com nada destas manifestações de simpatia. John pertencia à “igreja alta.” Isso significava que ele tinha de realçar a continuidade da Igreja da Inglaterra com a Igreja Católica Romana, a partir da qual ela havia surgido. O seu bispo supunha que a Igreja e a monarquia tinham direitos divinos que estavam a desaparecer por causa de mudanças modernas. Houve uma discordância de longa duração entre John e o seu bispo por causa disso.


 


Charles Baring, o seu bispo, recusava-se a dar-lhe qualquer ajuda na administração da sua paróquia enorme a menos que ele concordasse em realizar os seus serviços no estilo da “low-church” (“Igreja baixa”). Ele tinha de livrar-se dos colares coloridos, parar de queimar incenso e não virar as costas à sua congregação, por vezes, durante o serviço. John não concordou e então ele teve que arcar sozinho com todo o trabalho da sua paróquia, um trabalho que acabou por o exaurir.


 


No entanto, para além das suas funções regulares, ainda ele conseguiu escrever mais de 300 músicas de hinos. Estas músicas incluem alguns dos nossos hinos favoritos, como “Jesus, the Very Thought of Thee” e canções menos conhecidas, como “Ten Thousand Times Ten Thousand” e “Lead, Kindly Light.”


 


Desgastado com os seus trabalhos e com os atritos constantes com o seu bispo, John morreu neste dia, 22 de janeiro de 1876. Ele tinha apenas 53 anos de idade. Aqueles que o amavam e o admiravam, levantaram £10 000 para apoiarem a sua viúva e os seus filhos.



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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

Este texto é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está escrito com o Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicado nem utilizado para fins comerciais; seja utilizado exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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