… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 28 de janeiro de 2017

28 de janeiro de 1521 • Começa “A Dieta de Worms”

28 de janeiro de 1521 Começa “A Dieta de Worms”
Lutero na Dieta de Worms, gravura da pintura de Anton von Werner (1843-1915), atualmente na Staatsgalerie de Stuttgart.

A Dieta de Worms (em Alemão: Wormser Reichstag) foi, como qualquer Reichstag (sessão do governo imperial), uma cimeira oficial, governamental e religiosa. Chefiada pelo imperador Carlos V, teve lugar em Worms, na Alemanha, uma pequena cidade nas margens do rio Reno, tendo começado neste dia, 28 de janeiro de 1521, prolongou-se até ao dia 25 de maio de 1521.



Apesar de outros assuntos terem sido discutidos, a Dieta de Worms é sobretudo conhecida pelas decisões que dizem respeito a Martinho Lutero e aos efeitos subsequentes na Reforma Protestante. Lutero foi convocado à Dieta para desmentir as suas 95 teses, no entanto ele defendeu-as e pediu a reforma da Igreja Católica, entre os dias 16 e 18 de abril de 1521.



Célebres se tornaram as suas palavras: “Hier stehe ich. Ich kann nicht anders.” (Aqui estou. Não posso renunciar).



O Imperador Carlos V inaugurou a Dieta real a 22 de janeiro de 1521. Lutero foi chamado então a renunciar ou a confirmar os seus ditos e foi-lhe outorgado um salvo-conduto para lhe garantir uma viagem segura.



A 16 de abril desse ano de 1521, quando Lutero compareceu diante da Dieta, deparou-se com uma mesa repleta de livros. Johann Eck, assistente do Arcebispo de Trier, mostrou-lhe a mesa cheia de cópias dos seus escritos. Perguntou-lhe, então se os livros eram da sua autoria e se afirmaria ou retrataria o que havia escrito nos livros. Lutero respondeu que os livros eram seus e que, como a sua prole, não negaria nenhum deles. Quanto à segunda pergunta, se afirmaria ou retrataria o escrito em seus livros, Lutero pediu um tempo para deliberar, e recebeu então um prazo de 24 horas. Marinho Lutero, então, isolou-se em oração e depois consultou os seus aliados e amigos, apresentando-se na Dieta no dia seguinte. No dia seguinte, 18 de abril de 1521, quando a Dieta veio tratar do assunto, o conselheiro Eck pediu a Lutero que respondesse explicitamente à seguinte questão: “Lutero, repeles os teus livros e os erros que eles contêm?”



Martinho Lutero, então, respondeu: “A menos que possa ser refutado e convencido pelo testemunho da Escritura e por claros argumentos (visto que não creio no Papa, nem nos concílios; é evidente que todos eles frequentemente erram e se contradizem); estou conquistado pela Santa Escritura citada por mim, a minha consciência está cativa à Palavra de Deus: não posso e não me retratarei, pois é inseguro e perigoso fazer algo contra a consciência. Esta é a minha posição. Não posso agir de outra maneira. Que Deus me ajude. Ámen!”



De acordo com a tradição, Lutero, então, proferiu as seguintes palavras: “Não posso fazer outra coisa, esta é a minha posição. Que Deus me ajude!”



Nos dias seguintes, seguiram-se muitas conferências privadas para determinar qual o destino a dar a Lutero. Antes que a decisão fosse tomada, Lutero abandonou Worms. Durante o seu regresso a Wittenberg, desapareceu.



O Imperador Carlos V redigiu o Édito de Worms em 25 de maio de 1521, declarando Martinho Lutero fugitivo e herege, e proscrevendo as suas obras.



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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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