… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

11 de janeiro de 1817 • Timothy Dwight, líder de Yale, morreu a trabalhar


11 de janeiro de 1817 Timothy Dwight, líder de Yale, morre a trabalhar
Retrato de Dwight por John Trumbull
Quando Timothy Dwight era pequenino, numa ocasião não apareceu para o jantar, então os seus pais foram procurá-lo, temendo uma tragédia. Encontraram-no debaixo de uma macieira, cercado por índios. Timothy, apenas com quatro anos de idade, estava a instruir os nativos americanos no Catecismo. O menino, neto do pregador, líder do avivamento e educador norte-americano, Jonathan Edwards, viria ele próprio, também, a ser pregador, educador e líder do avivamento espiritual cristão nos Estados Unidos da América.

Quando Timothy morreu nesta data, a 11 de janeiro de 1817, estava em New Haven, Connecticut. Lá ele desempenhou as funções de presidente do Yale College durante mais de 20 anos. Quando Dwight se tornou presidente dessa instituição em l795, os alunos e os professores tinham-se afastado da fé cristã em cujos princípios o colégio tinha sido fundado. Um estudante nesse tempo do Yale College, Lyman Beecher, relatou que o colégio estava no mais ímpio dos estados. A igreja da faculdade era negligenciada e os alunos eram selvagens e cépticos.

Timothy demitiu todos os membros do corpo docente que favoreciam as ideias anti-cristãs do racionalismo francês. Posteriormente, cerca de um terço do corpo discente foi convertido ao Cristianismo. Qual era o segredo da sua surpreendente influência? Ele fez frente às ideias cépticas. No seu primeiro debate numa aula ele pediu permissão para discutir a questão “São as Escrituras do Antigo e do Novo Testamento, a Palavra de Deus?” Isso era contra as regras da faculdade, mas de qualquer forma, Timothy acedeu a discutir a matéria. Cada aluno escolheu como argumentar que a Bíblia não era a Palavra de Deus. Com uma vasta exibição dos factos e da lógica, Timothy desfaz em farrapos os seus argumentos. Ele pregou sobre o assunto durante seis meses na capela (ele serviu também como capelão da faculdade), e, ainda, realizou uma palestra sobre “As evidências da Revelação Divina.”

A apologética foi tratada igualmente numa das séries palestras de Timothy. Ele ensinou ética, literatura, lógica, metafísica, oratória, e teologia. Ele fez tudo isso apesar da sua frágil saúde. Como se isso não fosse trabalho suficiente para um homem doente, ele escreveu artigos e poemas, alguns dos quais expuseram os erros do racionalismo francês. Além disso, ele escreveu hinos, como “Senhor, amo o Teu Reino” (“I Love Thy Kingdom Lord.”) que figura entre os “clássicos” hinos evangélicos. Eis a sua estrofe de abertura:

“Senhor, amo o Teu reino,
A casa da tua morada,
A igreja do nosso bem-aventurado Redentor
salva com o Seu precioso sangue.”

Sob a orientação de Timothy, Yale envolveu-se no espírito do Segundo Grande Despertar. Um Assistente, deixou por escrito como a vida no campus tinha mudado, que “Yale College é um pequeno templo. A Oração e o louvor parecem ser o deleite da maior parte dos alunos ...”

Hoje vemos o cepticismo e o erro moral ensinado nas nossas faculdades. Se o presidente de Yale, Timothy Dwight fosse vivo hoje, provavelmente insistiria para que os docentes, o pessoal não docente, e os estudantes fizessem um compromisso pessoal com Jesus Cristo e os Seus mandamentos. O Ensino Superior, onde quer que fosse ministrado, seria novamente um modelo de honestidade e um óptimo qualificativo dos alunos que são os futuros líderes duma nação, e uma vez mais Deus poderia despertar um Grande Avivamento onde quer que Lhe compraza! E quanto nós ansiamos ver um Grande Avivamento Portugal!

Carlos António da Rocha


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Timothy Dwight (14 de maio de 1752 - 11 janeiro de 1817) Ministro congregacional, autor e educador, nascido em Northampton, estado de Massachusetts e formado em Yale, nos E. U. A. Depois de formado, Dwight foi mestre-escola e depois tornou-se clérigo e capelão no Exército Continental (Inglês). Mais tarde, aceitou o pastorado da Igreja Congregacional em Greenfield Hill, estado de Connecticut, nos E.U.A, onde serviu de 1783 até 1795. Durante esses anos, subiu a uma posição de destaque por causa do seu papel em fundar instituições educacionais, pelas suas actividades como autor e pela liderança que deu à causa congregacional em Connecticut. Em 1795, foi escolhido para presidente da Universidade de Yale, posição esta que ocupou durante o resto da sua vida. Não somente foi um administrador bem sucedido, tendo ampliado o seu currículo que incluiu o treino científico e médico, como também ensinou retórica, lógica, metafísica, ética e teologia. Tornou-se o ministro mais destacado entre os calvinistas conservadores na Nova Inglaterra. Este facto levou-o a estimular um reavivamento religioso e a fomentar um federalismo antidemocrático. A despeito dos seus oponentes, que lhe chamavam “Papa Dwight”, os seus partidários, que o consideravam um segundo Paulo, parecem ter obtido a vitória com a chegada do Segundo Grande Despertamento.

As obras literárias de Dwight incluem “The Conquest of Canaan” (“A Conquista de Canaã” - 1785) e “Greenfield Hill” (1794). Além disso, deixou registos em muitos volumes das suas “Viagens na Nova Inglaterra e em Nova Iorque”, e uma série de sermões que tinham sido repetidamente lidos durante um ciclo regular de quatro anos em Yale, publicados com o título “Theology Explained and Defended” (“A Teologia Explicada e Defendida” - 5 vols., 1818-19).

Boa parte daquilo que ele disse e escreveu durante os seus anos como presidente em Yale visava fazer cessar a maré de infidelidade que ele identificava com o lluminismo. A despeito de tais esforços, ele mesmo foi afectado pelo movimento racionalista do século XVIII, e pela promoção da filosofia escocesa na América do Norte.

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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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