… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

25 de janeiro de 31 a 36 • Conversão de Saulo de Tarso

25 de janeiro de 31 a 36 Conversão de Saulo de Tarso

“Conversão de Paulo no caminho para Damasco”, por Caravaggio, 
na Igreja de Santa Maria del Popolo, em Roma.
Grande é o Senhor! Ele dirige os corações, como torrentes d’água. Se Ele quer que pobres pastores sejam os primeiros a prestar homenagem ao Menino Deus, convida-os por vozes angélicas; se Ele quer que reis de terras longínquas venham adorar o Menino a Belém, chama-os e guia-os por uma estrela maravilhosa; quando Ele precisa de operários para a vinha, diz aos pobres pescadores do lago Tiberíades: “Segui-me”; se Ele quer dar um grande Apóstolo aos gentios, despedaça o coração irrequieto do jovem Saulo transforma-o num discípulo de Cristo de coração dedicado, a ponto de o fazer exclamar: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e Se entregou a Si mesmo por mim!”



Saulo, natural de Tarso, na Cilícia, filho da tribo de Benjamim e ao mesmo tempo cidadão romano, possuía talentos extraordinários, bons e nobres sentimentos, aliados a uma força de vontade inquebrantável. No tempo em que Jesus Cristo pregava o Evangelho na Palestina, Saulo, assentado aos pés do célebre Gamaliel, estudava as ciências dos santos Livros. Os belos talentos que possuía, a sua aplicação e sobretudo o seu zelo ardente pela lei de Moisés e pelas tradições do povo, chamaram a atenção dos fariseus sobre si.



O crescimento rápido da Igreja de Jesus de Nazaré, o aumento espantoso do número dos discípulos de Cristo crucificado fizeram com que no coração de Saulo se incendiasse um ódio mortal aos cristãos, por ele considerados traidores da causa pátria. Qual lobo voraz, tinha sede do sangue dos mesmos, e quando Estêvão, o primeiro mártir, morreu, vítima do ódio dos fariseus, os algozes depositaram as suas vestes aos pés de Saulo. Mas o jovem diácono “vingou-se” do jovem fariseu, alcançando-lhe a conversão, pelas suas orações.



Apenas dois anos depois da morte de Jesus, incitado constantemente pelo ódio dos fariseus, «Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote e pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns daquela seita, quer homens, quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém. E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” E ele disse: “Quem és, Senhor?” E disse o Senhor: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões.” E ele, tremendo e atónito, disse: “Senhor, que queres que faça?” E disse-lhe o Senhor: “Levanta-te e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer.” E os varões, que iam com ele, pararam espantados, ouvindo a voz, mas não vendo ninguém. E Saulo levantou-se da terra e, abrindo os olhos, não via a ninguém. E, guiando-o pela mão, o conduziram a Damasco. E esteve três dias sem ver, e não comeu, nem bebeu. E havia em Damasco um certo discípulo chamado Ananias. E disse-lhe o Senhor em visão: “Ananias!” E ele respondeu: “Eis-me aqui, Senhor!” E disse-lhe o Senhor: “Levanta-te, e vai à rua chamada Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso chamado Saulo; pois eis que ele está orando; e numa visão ele viu que entrava um homem chamado Ananias e punha sobre ele a mão, para que tornasse a ver.” E respondeu Ananias: “Senhor, de muitos ouvi acerca deste homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém; e aqui tem poder dos principais dos sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome.” Disse-lhe, porém, o Senhor:” Vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome.” E Ananias foi, e entrou na casa, e, impondo-lhe as mãos, disse: “Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo.” E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se, foi batizado. E, tendo comido, ficou confortado. E esteve Saulo alguns dias com os discípulos que estavam em Damasco. E logo, nas sinagogas, pregava a Jesus, que este era o Filho de Deus. Todos os que o ouviam estavam atónitos e diziam: “Não é este o que em Jerusalém perseguia os que invocavam este nome e para isso veio aqui, para os levar presos aos principais dos sacerdotes?” Saulo, porém, se esforçava muito mais e confundia os judeus que habitavam em Damasco, provando que aquele era o Cristo. E, tendo passado muitos dias, os judeus tomaram conselho entre si para o matar. Mas as suas ciladas vieram ao conhecimento de Saulo; e, como eles guardavam as portas, tanto de dia como de noite, para poderem tirar-lhe a vida, tomando-o de noite os discípulos, o desceram, dentro de um cesto, pelo muro. E, quando Saulo chegou a Jerusalém, procurava ajuntar-se aos discípulos, mas todos o temiam, não crendo que fosse discípulo. Então, Barnabé, tomando-o consigo, o trouxe aos apóstolos e lhes contou como no caminho ele vira ao Senhor, e este lhe falara, e como em Damasco falara ousadamente no nome de Jesus. E andava com eles em Jerusalém, entrando e saindo. E falava ousadamente no nome de Jesus. Falava e disputava também contra os gregos, mas eles procuravam matá-lo. Sabendo-o, porém, os irmãos, o acompanharam até Cesareia e o enviaram a Tarso.” (At 9:1-30 ARC, Pt)



Paulo, dantes inimigo do nome de Cristo, tornou-se um dos Seus maiores defensores. Outrora recebia cartas com ordens de destruir as Igrejas e aprisionar os cristãos; depois, como Apóstolo, escreveu muitas epístolas, para suma edificação dos fiéis, epístolas cheias de sabedoria e do Espírito Santo. Conhecendo o mal que fizera, conhecendo a gravidade dos seus pecados, empenhou toda a energia na propaganda da doutrina de Jesus Cristo.



Possamos nós, também, neste dia, 25 de janeiro de 2015, dizer como Saulo de Tarso disse em 25 de janeiro, algures, entre os anos de 31 a 36 “Esta é uma palavra fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal”! (1Tm 1:15 ARC, Pt)
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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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