… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

16 de janeiro de 1837 • Maria Jane (Dyer) Taylor, a adjutora de valor inestimável de James Hudson Taylor


16 de janeiro de 1837 Maria Jane (Dyer) Taylor, 

 a adjutora de valor inestimável de James Hudson Taylor



Maria Jane Dyer foi uma britânica cristã, missionária na China, “Mãe” da “China Inland Mission” com o marido, o fundador, James Hudson Taylor. Ela foi uma missionária pioneira e uma educadora durante 12 anos (1852-1860 e 1866-1870). Em 1858, casou-se com Taylor e foi a sua adjutora de valor inestimável e de grande influência sobre ele. No seu tempo de missionária com a “China Inland Mission” ela foi um instrumento na formação de mulheres solteiras para serem missionários na China, quando as oportunidades para estas mulheres serem missionárias dependiam de terem um marido missionário.


Maria era a filha mais nova do Rev. Samuel Dyer e da sua esposa, Maria Tarn, missionáros da “London Missionary Society”, os quais tinham sido missionários pioneiros entre os chineses em Penang, na Malásia e em Malaca, onde Jane Maria Dyer nasceu neste dia, 16 de janeiro de 1837. Ambos os seus pais morreram antes que ela tivesse dez anos de idade. Maria foi a segunda filha sobrevivente do casal. Nascida em Malaca, só quando ela tinha dois anos de idade é que foi pela primeira vez a Inglaterra. Mesmo assim, a sua estadia na Inglaterra foi breve já que ela foi chamada para junto dos pais na China. O seu pai faleceu quando ele se encontrava em Macau, em 1843, quando Maria tinha apenas seis anos de idade. A sua mãe casou-se novamente, porém, também ela morreu no campo missionário, em Penang, em 1846. Maria, o seu irmão e a sua irmã foram viver para a Inglaterra após a morte dos seus pais. Todos as três crianças foram criadas na Inglaterra pelo irmão de sua mãe e todos eles dedicaram, finalmente, as suas vidas adultas à obra missionária na China.



Em 1853, aos 16 anos, Maria viajou para a China com sua irmã, Burella. E elas foram viver e trabalhar para uma escola para meninas em Ningbo, que era dirigida por uma das primeiras missionários do sexo feminino entre os chineses, Mary Ann Aldersey, uma velha amiga da mãe delas. Foi lá que ela conheceu, e em 1858 se casou com Hudson Taylor, apesar da completa oposição de Mary Ann Aldersey.



Maria Taylor tinha sido melhor educada do que o seu marido e provinha de um fundo social diferente. Como falava o dialeto de Ningbo fluentemente há vários anos, ela estava imediatamente disponível para iniciar uma pequena escola primária. Como casal, os Taylor tiveram o cuidado de adoptar um menino chamado Tianxi, em Ningbo, para além dos cinco meninos chineses que Taylor estava ajudando. Eles tiveram o seu primeiro bebé que morreu no final de 1858. A sua primeira filha sobrevivente, Grace Dyer Taylor, nasceu em 1859. Pouco tempo depois dela ter nascido, os Taylors assumiram o funcionamento do hospital em Ningbo, que tinha sido dirigido pelo Dr. William Parker. Além disto, cuidaram de uma jovem chinesa chamada Ensing e de outros cinco rapazes chineses.



Em 1860, os Taylor foram para a Inglaterra a fim de que Hudson pudesse recuperar a sua saúde. Mas, para Maria, a China ainda era a sua casa.


O segundo filho, um rapaz Herbert Hudson Taylor, nasceu em Londres em 1861. Mais crianças nasceram aos Taylors: Frederick Taylor Howard, em 1862; Samuel Dyer Taylor, em 1864; e Dyer Jane Taylor, 1865 que faleceu ao nascer.


Em Londres, Maria ajudou o marido a escrever “China’s Spiritual Need and Claims,” o qual teve um impacto enorme sobre as missões cristãs no século XIX.


Em 26 de maio de 1866, após mais de cinco anos de trabalho na Inglaterra, Maria e Hudson Taylor e seus quatro filhos zarparam para a China com a sua nova equipa de missionários, a “the Lammermuir Party,” a bordo do veleiro muito rápido (Clipper) Lammermuir. Uma viagem de quatro meses era considerada rápida nesse tempo. Enquanto navegava no Mar da China Meridional, e também no Oceano Pacífico, o navio esteve prestes a afundar-se, tendo, além disso, sobrevivido a dois tufões. Eles chegaram com segurança a Xangai, em 30 de setembro de 1866.


A chegada da maior parte dos missionários alguma vez enviada para a China - bem como a sua intenção de andar vestidos com roupas nativas - deu à missão cristã em Xangai muito motivo para falatório e algumas críticas caíram sobre os jovens missionários da “China Inland Mission.” O grupo vestia roupas chinesas, - até mesmo as mulheres missionárias (Maria vestiu-as pela primeira vez) – o que foi considerado um semi-escandaloso por alguns europeus. Os missionários do grupo de Hudson Taylor navegaram pelo Canal Grande para fazer o primeiro assentamento missionário na cidade de Hangzhou devastada pela guerra. Entretanto outra filha lhes nasceu na China, Maria Hudson Taylor.


A sua filha mais velha, Grace, morreu durante o seu primeiro ano na China. Maria sentiu profundamente a sua perda, e derramou as suas emoções na poesia, como ela havia feito antes, após a morte dos seus pais.



Lutando com as dificuldades, no seu primeiro ano de regresso à China, ela escreveu:



“Quanto às impiedosas apreciações do mundo, ou dos mais dolorosos mal entendidos de Cristãos irmãos, geralmente, eu sinto que o melhor plano é continuar com o nosso trabalho e deixar Deus fazer valer a nossa causa.”



Quando as jovens mulheres missionárias da “China Inland Mission” chegavam da Europa para participar nos trabalhos na China, Maria era capaz de treiná-las na compreensão do chinês, na adaptação à cultura chinesa e no trabalho missionário.



O ano de 1868 trouxe uma outra criança, Charles Edward Taylor, para a família Taylor, e em 1870, Hudson e Maria tomaram a difícil decisão de enviar os seus três filhos mais velhos sobreviventes (Bertie, Freddie, e Maria - Samuel morrera no começo desse ano) para a Inglaterra. Naquele mesmo ano, Noel nasceu, embora ele tenha morrido duas semanas depois de desnutrição e de carências, devido à incapacidade de Maria de amamentá-lo. Maria morreria alguns dias depois da morte do seu bebé, em em 23 julho de 1870, na sua casa, em Zhenjiang, sendo a causa oficial da sua morte a cólera. O pequeno cemitério Protestante, onde ela foi enterrada em Zhenjiang era onde também Hudson queria ser sepultado para descansar. Ele seguiu-a para lá em 1905. O próprio cemitério foi destruído durante a Revolução Cultural Chinesa pela Guarda Vermelha na China, como parte da destruição campanha dos Quatro Velhos. Hoje existem edifícios industriais sobre o local.


A morte de Maria abalou profundamente Hudson Taylor, e em 1871 com sua própria saúde deteriorada, ele regressou à Inglaterra, para se recuperar e cuidar dos assuntos envolvidos com o trabalho missionário.


Dos nove filhos do casal Maria e Hudson, três morreram à nascença e dois na infância. Os quatro que chegaram à idade adulta, todos se tornaram mais tarde missionários com a “China Inland Mission.” Em 1897, Maria Hudson Taylor, a única filha sobrevivente do casal Maria e Hudson, a esposa de John Joseph Coulthard, morreu em Wenzhou, deixando quatro filhos e o marido em profunda tristeza.



Maria Jane (Dyer) Taylor foi fundamental na condução de muitas mulheres chinesas para o Cristianismo durante a sua curta vida de pouco mais de 33 anos!



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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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