… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

9 de fevereiro de 249 • Apolónia de Alexandria lança-se na fogueira


9 de fevereiro de 249 Apolónia de Alexandria lança-se na fogueira

Martírio de Apolónia

(1513, Catedral de Heilsbronn, na Baviera, na Alemanha)


Quanto amas a Cristo? O suficiente para morreres, em vez de falares mal, contra Ele?



Apolónia de Alexandria amava a Cristo. Segundo a lenda, ela nasceu duma mãe que era estéril, que rezava aos seus deuses pagão, mas queconcebeu quando ela recorreu à intercessão cristã. Apolónia tornou-se cristã quando era adolescente e, por fim, diaconisa na igreja de Alexandria. Estes pormenores não podem ser verificadas a partir de registos contemporâneos, mas os factos do seu martírio podem. Dionísio, bispo de Alexandria (247-265 d.C.), escreveu uma longa carta ao bispo Fabiano de Roma contando o que tinha acontecido. Eusébio de Cesareia cita o facto na sua história [Historia Ecclesiae (I:vi: 41)].



Cerca do ano 249 da nossa era, durante o reinado do imperador Filipe, "O Árabe," (Ele reinou de 244 D. C a 249 D. C.) os cidadãos em todo o império romano comemoram o primeiro milénio da fundação da cidade de Roma. (A tradição diz que Roma foi fundada por volta de 750 A. C.) Como parte da grande festa, o povo oferecia sacrifícios aos deuses pagãos.



Em Alexandria, a celebração das comemorações do milénio da fundação de Roma ficou feia. Um dos seus poetas alegava que o desastre viria sobre a cidade por causa da presença dos "ateus" cristãos que não faziam sacrifício aos deuses populares. A multidão foi à loucura. Três cristãos bem conhecidos - Metras, Quinta e Serapião - foram mortos depois de sujeitos a torturas cruéis. As autoridades do governo nada faziam para impedir esses desmandos.



Apolónia arriscou a sua vida ao confortar outros Cristãos que estavam na prisão, lembrando-lhes que o sofrimento aqui na Terra é temporário, mas a alegria de viver com Cristo é eterna. A sua coragem custou-lhe a vida do seu corpo. Segundo a tradição, Apolónia foi presa e agredida barbaramente pela multidão neste dia, 9 de fevereiro de 249.



Os homens maus batiam-lhe no queixo, quebrando-lhe todos os seus dentes. Então, eles fizeram uma grande fogueira e ameaçaram queimá-la viva a menos que ela renunciasse a Cristo e repetisse palavras blasfemas depois deles. A estas palavras pareceu aos agressores que Apolónia hesitava na sua fé. Talvez Apolónia tenha fingido pensar sobre isso. Ela pediu-lhes para que a soltassem por um momento e eles assim fizeram. E ela antes de arriscar trair Cristo, imediatamente saltou para dentro da grande fogueira, por sua própria vontade.



Aqueles que viram isto ficaram atónitos. Como poderia a fé dar-lhe tamanha coragem diante de uma morte tão cruel? Alguns tornaram-se Cristãos. A igreja primitiva respeitou a sua fé e a sua coragem, mas alguns investigadores têm-se interrogado se o seu procedimento não foi antes uma forma de suicídio. Agostinho de Hipona no seu livro ‘De Civitate Dei’ (I:26) escreve que a morte de Apolónia não devia ser mais questionada do que a morte de Sansão, quando ele derrubou um templo pagão sobre si mesmo para matar os seus inimigos com a força que Deus lhe havia restaurado em resposta à sua oração.



Apolónia foi martirizada em Alexandria segundo uma carta de Dionísio, bispo daquela cidade, a Fabiano de Roma que foi preservada por Eusébio (Hist. eccl., vi. 41), na qual se relata uma perseguição contra os cristãos alexandrinos no inverno dos anos de 248-249.



Esta perseguição foi obra da ralé, acalorada pela celebração do milénio da fundação de Roma, embora com a conivência das autoridades. As vítimas daquela manifestação violenta da população que Dionísio cita são Metras Quinta, Serapião e Apolónia, a qual ele denomina em grego “parthenon presbutin”. No seu martírio perdeu todos seus dentes, por isso é venerada nos países católicos como patrona contra a dor de dentes.



Apolónia de Alexandria amava a Cristo. E tu … amas a Cristo? Ama-lO?


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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