… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 4 de fevereiro de 2017

4 de fevereiro de 1859 • O Codex Sinaiticus é descoberto no Egito



4 de fevereiro de 1859 O Codex Sinaiticus é descoberto no Egito
 Um fragmento do Codex Sinaiticus, 
que contem o Livro de Ester
O Codex Sinaiticus, também conhecido como Manuscrito “Aleph” (primeiro algarismo do alfabeto hebraico), é um dos mais importantes manuscritos gregos já descobertos, pois além de ser um dos mais antigos (século IV), e o único codex que contém o Novo Testamento inteiro. Atualmente acha-se no Museu Britânico (Additional 43725). Juntamente com o Codex Vaticanus, é um dos mais importantes manuscritos gregos para o Criticismo Textual, além do texto da Septuaginta.

É escrito em quatro colunas por página, 48 linhas por página. As letras não contem acentos e respirações. Contém as Seções Amonianas, e os Cânones Eusebianos.



O Codex Sinaiticus foi descoberto por Constantin von Tischendorf, na sua terceira visita ao Mosteiro Ortodoxo de Santa Catarina, no sopé do Monte Sinai (Egito), em 1859. Nas duas primeiras viagens, ele conseguiu partes do Antigo Testamento, encontrados num cesto que continha pedaços de vários manuscritos. Tischendorf teria ouvido de um bibliotecário que aqueles manuscritos eram lixo, e que seriam queimados no forno do mosteiro. O imperador da Rússia Alexandre II enviou-o para procurar os demais manuscritos, os quais ele estava convencido de que estariam no próprio mosteiro.



A história de como Tischendorf localizou o manuscrito, que continha a maioria do Antigo Testamento e todo o Novo Testamento, tem todo o drama de um romance. Tischendorf chegou ao mosteiro em 31 de janeiro de 1859; porém as suas buscas pareciam infrutíferas. Neste dia, 4 de fevereiro de 1859, ele tinha resolvido regressar a casa. Eis o seu próprio relato sobre a sua grande descoberta: “Na tarde deste dia eu estava caminhando com o comissário de bordo do convento na vizinhança, e quando regressamos, em direção ao ocaso, ele implorou-me para que tomasse um refresco com ele nos seus aposentos. Mal entramos no lugar, quando, resumindo o nosso assunto anterior de conversa, ele disse: “E eu, demais, li um Septuaginta” - isto é, uma cópia da tradução grega do Antigo Testamento feito pelos Setenta. Depois de dizer isto, ele baixou-se e, num canto do seu quarto pegou num grande volume, embrulhado num pano vermelho, e o colocou diante de mim. Quando desenrolei o volume, para minha grande surpresa, descobri não só cópia dos mesmos fragmentos que eu havia achado quinze anos antes naquele cesto de lixo, como também outras partes do Antigo Testamento, o Novo Testamento completo, e além disto, a Epístola de Barnabé e uma parte do Pastor de Hermas.”



Depois de algumas negociações, ele conseguiu obter a posse deste fragmento precioso e enviou-o ao Imperador Alexandre II, que logo percebeu a sua importância. O czar da Rússia enviou 9000 rublos ao mosteiro como compensação pelo manuscrito.



Embora esta história seja considerada verdadeira pela maioria dos estudiosos, existem algumas controvérsias que envolvem a transferência deste manuscrito para a Rússia. Algumas versões desta história dão conta que este manuscrito teria sido roubado do mosteiro. Num espírito mais neutro, Bruce Metzger, um académico do Novo Testamento escreve: “Certos aspectos das negociações que levaram à transferência do Codex para a posse do Czar estão abertos a interpretações diversas, mas a história reflete a franqueza de Tischendorf e a boa fé dos monges do mosteiro de Santa Catarina.”



Durante muitas décadas, foi conservado na Biblioteca Nacional da Rússia. No dia de natal de 1933, a então União Soviética vendeu o Codex à Biblioteca Britânica pela incrível soma de £100,000 (libras esterlinas).



Em maio de 1975, durante um trabalho de restauração, os monges do mosteiro de Santa Catarina descobriram uns compartimentos em baixo da capela de São Jorge e, neste local, uma grande quantidade de fragmentos de pergaminho. Entre estes fragmentos, foram achadas doze cópias perdidas do Antigo Testamento do Codex Sinaiticus.


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

Este texto é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está escrito com o Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicado nem utilizado para fins comerciais; seja utilizado exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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