… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 25 de março de 2017

25 de março de 1525 • Conrad Grebel atrai multidões na Suíça


25 de março de 1525Conrad Grebel 

atrai multidões na Suíça
Quando Conrad Grebel chega a São Gallen, na Suíça, neste dia, 25 de março de 1525, começa a falar sobre a necessidade de arrependimento e de batismo. Centenas de pessoas das vizinhanças acorrem para ouvi-lo pregar e durante os meses seguintes, ele baptizou quinhentas pessoas. O que havia de importante nisso, era que a maioria delas já haviam sido baptizadas, quando eram crianças.



Grebel estava no exílio vindo de Zurique. Bem-educado, havia estudado a Bíblia com Ulrico Zuínglio (Wildhaus, Cantão de São Gallen, 1 de janeiro de 1484 — Kappel am Albis, 10 de outubro de 1531), o reformador de Zurique, e ficou do lado dele à medida que Zuínglio ia fazendo mudanças na cidade. No entanto, Grebel começou a pensar que Zuínglio se tornava muito lento na implementação de reformas com base na Bíblia.



E Conrad Grebel convenceu-se pelas suas leituras e estudos das Sagradas Escrituras que o batismo infantil era errado. A fim de exercitar a fé, uma pessoa tinha de ter idade suficiente para compreender o Evangelho. O batismo só poderia ter significado para uma pessoa que compreendesse porque estava sendo batizada. Aqueles que pensavam deste modo eram chamados anabatistas.



Ulrico Zuínglio e Grebel realizaram debates públicos sobre a questão, porém Zuínglio perplexo com o rumo do debate sobre o batismo infantil, desistiu do assunto e assim o fez a população da cidade de Zurique. Por conseguinte, Conrad Grebel e uma série de outros decidiram obedecer às suas consciências. Grebel é muitas vezes chamado de o “Pai dos anabatistas” porque em 21 de janeiro de 1525, ele re-batizou George Blaurock (Bonaduz, Grisones, 1491 – Klausen, Tirol, 6 de setembro de 1529), um ex-padre Católico. Este foi o primeiro batismo de adultos realizado em Zurique.



Imediatamente as autoridades de Zurique proibiram os anabatistas de falar sobre as suas crenças sobre o batismo de adultos. Pouco depois, elas expulsaram os anabatistas da cidade. E, algum tempo depois, os anabatistas que fossem descobertos começaram a ser mortos na cidade de Zurique, e, muitas vezes, por afogamento. Grebel escapou-se para São Gall, onde encontrou um sucesso imediato na sua pregação.



Sete meses mais tarde, Conrad Grebel foi preso, foi julgado e condenado a prisão perpétua. Alguns dos seus amigos ajudaram-no a escapar, mas sua vida estava destinada a ser curta, de todas as maneiras. Ele não podia fugir da peste, que o ceifou em menos de dois anos depois de ter batizado George Blaurock. Conrad Grebel tinha apenas 29 anos.



Apesar de Conrad Grebel ter deixado poucos escritos, deixou muitos convertidos. Um colégio em Waterloo, Ontário, Canadá é nomeado Conrad Grebel, em sua memória. Foi fundado pelos primeiros Menonitas que lá chegaram. Os Menonitas são a descendência espiritual deste reformador anabatista.



Conrad Grebel nasceu por volta do ano 1498 em Zurique e morreu em 1526 em Maienfeld, na Suíça. A sua preparação humanista adquirida em Basileia, Viena e Paris inclinou-o a opor-se cada vez mais ao reformador suíço Ulrico Zuínglio, a quem anteriormente tinha defendido. Mas a lentidão das reformas deste provocou a impaciência de Grebel, que queria uma igreja livre do controle das autoridades políticas, consumando a ruptura entre ambos em 1524. Neste ano conjuntamente com vários colegas, Grebel começou a organizar a assembleia anabatista em Zurique. A disputa sobre o batismo infantil terminou em janeiro de 1526 com a defesa de dito batismo por parte do concelho da cidade de Zurique e da ordem a Grebel para que cessasse os seus esforços para organizar a assembleia anabatista. Mas nesse mesmo mês, Grebel desobedeceu ao decreto, por realizar o primeiro batismo de adultos na história moderna e por ganhar convertidos nas cidades vizinhas. Devido ao seu êxito missionário foi perseguido até à morte. Em duas ocasiões foi Conrad Grebel encarcerado em Zurich condenado com penas de seis meses. Como todos os outros anabatistas, Grebel acreditava que o cristão devia viver uma vida simples, sem recorrer à violência, apesar da luta surda entre as diversas fações religiosas. Os seus únicos escritos que ainda existem são sessenta e nove cartas que estão preservadas em São Gallen, na Suíça.


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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