… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 27 de março de 2017

27 de março de 1549 • Elizabeth Dirks, anabatista, afogada



27 de março de 1549Elizabeth Dirks, anabatista, é afogada
Gravura de Elizabeth Dirks, uma senhora anabatista, sendo afogada pelas suas crenças!!?!

Elizabeth Dirks foi uma pioneira e uma mulher de grande coragem. Cresceu num convento na Frísia Oriental, aí aprendeu latim, o que lhe permitiu ler a Bíblia inteira. Depois de ler a Bíblia achou que a vida monacal que levava não era o caminho ensinado na Escritura. Com a ajuda de algumas ordenhadoras do convento fugiu do convento e tornou-se uma seguidora de Menno Simons (Witmarsum, 1496 — 23 ou 31 de janeiro de 1561 em Wüstenfelde em Bad Oldesloe). Foi uma das primeiras mulheres ministras da Reforma, provavelmente uma diácona.


Em 1549, as autoridades católicas prenderam-na. Quando elas encontraram a sua Bíblia sabiam que tinham a pessoa que estavam procurando. Equivocadamente, pensavam que ela era a esposa de Menno Simons. Quando elas tentaram levá-la a prestar juramento no seu interrogatório, ela recusou-se, dizendo que Cristo havia ensinado que o nosso sim é sim e nosso não não.



O registo da sua inquisição mostra que os examinadores lhe pediram para ela os informar sobre aqueles a quem ela havia ensinado. Sabendo que isto levaria à sua prisão, ela recusou.



"Não, meus Senhores, não me pressionem neste ponto. Perguntai-me sobre a minha fé e eu vos responderei de bom grado."



"Nós faremos isto tão duro que tu vais mesmo dizer-nos", ameaçaram eles.



Quando ela não quis revelar a quem havia batizado ou a quem havia ensinado, questionaram as suas crenças. Ela insistia que os edifícios das igrejas não eram a casa de Deus, mas que os nossos corpos são o templo do Espírito Santo. Ela negou que o Novo Testamento fale do pão e do vinho como um sacramento, mas sim como a Ceia do Senhor. Interrogada se ela fora salva pelo baptismo, ela respondeu: "Não, meus senhores. Toda a água do mar não me pode salvar. A minha salvação está toda em Cristo, que me ordenou que ame ao Senhor, ao meu Deus e ao meu próximo, como a mim mesma". Ela negou que os padres tenham autoridade para perdoar pecados, só Cristo, afirmava.



Calmamente recusou-se a revelar quem a havia batizado, e então, foi levada para a câmara de tortura, onde lhe disseram: "Até agora temos tratado contigo gentilmente. Visto que tu não confessaste, vamos colocar-te na tortura".



Um homem chamado Hans aplicou-lhe parafusos nos dedos dela para os apertar até que o sangue jorrava sob as unhas. Ainda assim, ela não iria entregar os seus amigos, mas a sua agonia era tão grande que ela gritou em voz alta a Cristo, pedindo-lhe o Seu auxílio e recebeu alívio. Depois eles levantaram-lhe a sua saia para praticarem a tortura nas suas canelas. Então ela declarou que jamais deixara alguém tocar o seu corpo e eles prometeram respeitá-la.



Depois, eles esmagaram-lhe os ossos de perna com parafusos até que ela desfaleceu. Os inquisidores pensaram que ela estava morta, mas ela recuperou os sentidos. Percebendo que podiam não conseguir nada dela, as autoridades condenaram-na à morte. Em lugar de a queimarem, como era habitual, os inquisidores puseram-na dentro de um saco e afogaram-na neste dia, 27 de março de 1549.



Elizabeth Dirks foi afogada porque cria em Jesus Cristo, como seu Salvador pessoal.

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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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