… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 28 de março de 2017

28 de março de 1592 • Comenius: Nascido para aprender, nascido para ensinar



28 de março de 1592Comenius: Nascido para aprender, nascido para ensinar

Jan Amos Komenský (em latim, Comenius; em português, Coménio) o pastor, pedagogo, e escritor checo, o fundador da Didáctica Moderna.

Currículos graduados, imagens em livros para crianças, a aprendizagem prática: estas são apenas três das novas ideias que Comenius trouxe para a pedagogia.



Nascido neste dia, 28 de março de 1592, ele estudou com o educador inovador e enciclopedista Johann Heinrich Alsted (março de 1588 – 9 de novembro de 1638) e tornou-se como o seu mestre, um homem de grandes aprendizagens. Mas, as suas ideias inovadoras levaram-no para além do seu mestre.



Comenius estava destinada a passar grande parte de sua vida fugindo da perseguição religiosa selvagem. Quando a Guerra dos Trinta Anos eclodiu em 1618, os Boémios Protestantes, os seguidores de Jan Hus, conhecidos como a Unidade dos Irmãos, foram obrigados a deixar a sua nação que se tornou oficialmente católica novamente. Comenius, que tinha sido recentemente nomeado director da escola e pastor pelos Irmãos, permaneceu na clandestinidade durante sete anos na Boémia, na tentativa de ministrar às restantes ovelhas espalhadas do seu rebanho. Por fim, com um pequeno grupo de Irmãos deixou a sua terra natal, a Boémia, para nunca mais lá voltar. Eles acabaram por se instalar em Leszno, na Polónia.



Na Polónia, Comenius escreveu vários livros sobre educação. Estes eram tão originais que ele ganhou o nome de “Pai da Moderna Pedagogia.” A sua teoria pedagógica começou por ver as crianças através dos olhos de Cristo: um dom precioso de Deus para ser valorizado, em vez de serem aborrecimentos afim de serem suprimidas. As crianças serão co-herdeiros de Cristo, tanto como os seus pais cristãos. Todavia, eles agora parecem ser sem importância, mas realmente elas são de uma importância inestimável.



Portanto as crianças devem ser tratadas como se fossem mais preciosas do que ouro. Devem ser regadas com amor. O material didáctico e pedagógico usado nas aprendizagens deve ser adaptado à sua capacidade de aprender. Uma vez que uma combinação de palavras e imagens é mais eficaz do que apenas as palavras, as duas, palavras e imagens, devem estar unidas nos textos infantis.



Os currículos devem ir passando do simples para o mais complexo, com a repetição e a revisão de modo que o aluno vá ganhando maestria. Nunca as crianças deveriam ser punidos por errarem, mas ajudadas e incentivadas. As matérias ensinadas devem ter uso prático. Sempre que possível, a demonstração e a observação diretas devem ser a norma.



Se as ideias pedagógicas de Comenius ainda hoje nos parecem ser tão altamente modernas, é porque elas ainda não foram aplicadas como deveriam ter sido durante séculos. O mundo pode recuperar o atraso pedagógico com Comenius, porque há muito mais a ser extraído da sua vasta obra.



Como os educadores modernos, Comenius utilizava imagens, mapas, gráficos e outros recursos visuais. No seu sistema pedagógico, havia quatro graus, o equivalente à pré-escola, ensino básico (primário, fundamental) ensino médio e superior. Também foi um defensor da educação contínua, crendo que a aprendizagem deve ser um processo ao longo de toda a vida da pessoa. Ele viu o tipo certo de educação, centrada em Cristo e na pansofia (ciência completa). Na pansofia espiritual, filosófica e científica consiste a aprendizagem integrada. Ele esperava que a humanidade através da educação poderia ser mudada para melhor.



Defendia a sua pedagogia com a máxima: “Ensinar tudo a todos” que sintetizaria os princípios e fundamentos que permitiriam ao homem colocar-se no mundo como autor. Objetivando a aproximação do homem a Deus, o seu objetivo central era tornar os homens bons cristãos - sábios no pensamento, dotados de fé, capazes de praticar ações virtuosas e isto estendendo-se a todos: ricos, pobres, mulheres e portadores de deficiências.



Deixou mais de 200 obras, entre as quais:

- “Labirinto do Mundo” (1623)

- “Didáctica checa” (1627)

- “Guia da Escola Materna” (1630)

- “Porta Aberta das Línguas” (1631)

- “Didacta Magna” (versão latina da Didactica checa) (1631)

- “Novíssimo Método das Línguas” (1647)

- “Mundo Ilustrado” (1651)

- “Opera didactica omnia ab anno 1627 ad 1657” (1657)

- “Consulta Universal Sobre o Melhoramento dos Negócios Humanos” (1657)

- “O Anjo da Paz” (1667)


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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