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sexta-feira, 28 de abril de 2017

28 de abril de 1908 • Oskar Schindler, um gentio da ‘Lista’

28 de abril de 1908Oskar Schindler, um gentio da ‘Lista’
 Oskar e Emilie em 1946
Nascido neste dia, 28 de abril de 1908, em Svitavy, na Morávia, Áustria-Hungria (atual República Checa), Oskar Schindler foi um empresário alemão, da região dos Sudetos, célebre por ter salvo 1200 trabalhadores judeus do Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial.



Tornou-se membro do Partido Nazi após a anexação dos Sudetos em 1938. No início da Segunda Guerra Mundial, mudou-se para a Polónia a fim de ganhar dinheiro, aproveitando-se da situação. Em Cracóvia, abre uma fábrica de utensílios esmaltados, onde passa a empregar trabalhadores judeus. A origem destes trabalhadores era o Gueto de Cracóvia, local onde todos os judeus da cidade foram confinados.



Em março de 1943, o gueto foi desativado e os moradores que não foram executados no local foram enviados para o campo de concentração de Plaszow. Os operários de Schindler trabalhavam todo o dia na sua fábrica e à noite voltavam para o campo de concentração de Plaszow. Quando, em 1944, os administradores do campo de concentração de Plaszow receberam ordens de desativar o campo de concentração, devido ao avanço das tropas soviéticas -o que significava mandar os seus habitantes para outros campos de concentração onde seriam mortos- Oskar Schindler convenceu-os através de suborno que necessitava desses operários “especializados” e criou a famosa 'Lista de Schindler'. Os judeus integrantes desta lista foram transferidos para a sua cidade natal de Zwittau-Brinnlitz, onde ele os colocou numa nova fábrica adquirida por ele (Brnenec).



No fim da Segunda Guerra Mundial, 1200 judeus entre homens, mulheres e crianças foram salvos de perecer num campo de concentração nazi. Nos últimos dias da guerra, antes da entrada do exército soviético na Morávia, Schindler conseguiu ir para a Alemanha, em território controlado pelos Aliados. Ele livrou-se de ser preso devido aos depoimentos dos judeus a quem ajudara.



Passada a guerra, ele e a esposa Emilie foram agraciados com uma pensão vitalícia do governo de Israel em reconhecimento dos seus atos humanitários.



O seu nome foi inscrito, junto a uma árvore plantada no centro da cidade de Jerusalém por ele, na Avenida dos Justos, do Museu do Holocausto, ao lado do nome de outras cem personalidades não judias que ajudaram os Judeus durante o Holocausto. Durante a Segunda Guerra Mundial tornou-se próspero, mas gastou parte do seu dinheiro na ajuda prestada aos judeus que salvou e outra parte em empreendimentos que não deram certo após o fim da guerra.



Viveu na Alemanha, na cidade de Hildesheim (Rua Goettingstrasse 30, no Bairro Weststadt) entre 1971 e 1974, e morreu pobremente num hospital em Hildesheim, no dia 9 de outubro de 1974, com 66 anos de idade. Foi sepultado no cemitério cristão (ele era Católico Romano, ainda que não praticante) no Monte Sião, em Jerusalém, com honras de herói.



A sua história foi contada num livro (Schindler's Ark) por Thomas Keneally, e, posteriormente, filmada por Steven Spielberg (A Lista de Schindler) no ano de 1993. Este filme é considerado pelo próprio Spielberg e pela crítica especializada como a sua obra-prima, e apontado entre os dez melhores filmes da história de Hollywood. O filme foi filmado em preto-e-branco para criar um efeito sombrio e para se ambientar à história retratada. O filme foi o vencedor do Óscar de 1994 e Steven Spielberg levou a estátua (Óscar) de melhor direção.

 
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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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