… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 30 de abril de 2017

30 de abril de 418 • O Imperador Romano do Ocidente, Flávio Augusto Honório, publica um decreto denunciando o Pelagianismo


30 de abril de 418O Imperador Romano do Ocidente, 



Flávio Augusto Honório, publica um decreto denunciando o Pelagianismo
O Imperador Romano do Ocidente Honório publica um decreto neste dia, 30 de abril de 418, denunciando o Pelagianismo, que ensinava que a humanidade pode tomar os passos iniciais e fundamentais em direção à salvação pelos seus próprios esforços, separadamente de graça divina.


Flávio Honório [(em latim Flavius Honorius; depois Imperator Caesar Flavius Honorius Pius Felix Augustus) (9 de setembro de 384 — 15 de agosto de 423)] foi um imperador do Império Romano do Ocidente.



Durante o reinado de Flávio Honório foi publicado o édito que acabou com a gladiatura (404), e a Gália foi ocupada pelos Vândalos, Suevos e Alamanos (406).



Durante o seu reinado ocorreu ainda o saque de Roma pelos visigodos, sob o comando de Alarico I, em 24 de agosto de 410, durante o qual o imperador se refugiou em Ravenna, um dos eventos mais desastrosos da história de Roma, e que repercutiu da Britânia até à Judeia.



O Pelagianismo é uma teoria teológica cristã, atribuída a Pelágio da Bretanha (350 — 423). Sustenta basicamente que todo homem é totalmente responsável pela sua própria salvação, e, portanto, não necessita da graça divina. Segundo os pelagianos, todo homem nasce “moralmente neutro”, sendo capaz, por si mesmo, sem qualquer influência divina, de salvar-se quando assim o desejar. Uma das grandes disputas durante a Reforma Protestante versou sobre a natureza e a extensão do Pecado Original.



No século V, Pelágio da Bretanha havia debatido ferozmente com Agostinho (Tagaste, 13 de novembro de 354 – Hipona, 28 de agosto de 430), sobre este assunto. Agostinho mantinha que o pecado original de Adão foi herdado por toda a humanidade, e que, mesmo que o homem caído retenha a habilidade para escolher, ele está escravizado ao pecado e não pode senão pecar. Por outro lado, Pelágio insistia que a queda de Adão afetara apenas a Adão, e que se Deus exige das pessoas que vivam vidas perfeitas, Ele também dá a habilidade moral para que elas o possam fazer, e, embora considerasse Adão como “um mau exemplo” para a sua descendência, as suas ações não teriam consequências para a mesma, sendo o papel de Jesus definido pelos pelagianos como “um bom exemplo fixo” para o resto da humanidade (contrariando assim o mau exemplo de Adão), bem como Ele proporciona uma expiação pelos seus pecados, tendo a humanidade, em suma, total controle pelas suas ações; posteriormente Pelágio reivindicou que a graça divina era desnecessária para a salvação, embora facilitasse a obediência.



A fraqueza e timidez do imperador combinaram-se com as circunstâncias históricas dos ataques de Vândalos e Visigodos -dos ditos Bárbaros, porque não falavam latim-, para tornar o seu governo num dos piores dos anais romanos. As suas intervenções nas correntes dos eventos foram invariavelmente negativas, contribuindo para o enfraquecimento e o declínio final do Império Romano do Ocidente.



No meio de tanto infortúnio, o Imperador Romano do Ocidente, Honório, soube opinar sobre a pureza da doutrina cristã. Honra lhe seja feita!


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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