… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 6 de abril de 2017

6 de abril de 1250 • Luís IX refém dos infiéis



6 de abril de 1250Luís IX refém dos infiéis
A morte de São Luís (ilustração de Alphonse Marie de Neuville, 1883)
Muitos reis e rainhas foram cognominados «grandes». Poucos, porém, alcançaram o título de “santo.” Luís IX, rei de França, nascido em Poissy, França, no dia 25 de abril de 1214, foi uma dessas raridades.



Ainda que na sua juventude fosse considerado um “flirt” e um “dandy”, amante do luxo e da caça, Luís foi-se estabelecendo e crescendo cada vez mais na simplicidade dos gostos e na dedicação à devoção. A sua fidelidade à sua esposa era inatacável, sendo dele a preocupação com a educação dos seus filhos. Ele tornou-se tão apaixonado por Cristo, seu Salvador, que ele O adorava na missa, com hinos e orações. Apenas o seu direito ao reino o impediu de tomar votos monásticos. Jovial e de trato afável, Luís não apresentava as suas opiniões religiosas com melancolia, apresentando, em todas as ocasiões, um caráter excecional.



Houve algum rei francês moderno, que não trocasse acusações com a Inglaterra? Luís IX obteve uma vitória sobre os seus inimigos ingleses, na ilha deles, isto é, na própria Inglaterra. Ele tratou esta vitória em termos tão suaves com os derrotados ingleses, tendo chegado a devolver as terras aos ingleses, que anteriormente foram conquistadas pela França, que foi acusado de vender o seu próprio país. A paz no seu reindao foi de longa duração. Durante 27 anos nenhum país europeu atacou a França. Luís, ele próprio, procurou reconciliar-se em paz cristã com os seus vizinhos beligerantes.



Luís repôs a justiça na França. Quando, numa ocasiõ, um barão enforcou três estudantes por caçarem coelhos, a sus resposta real foi firme. Ele forçou o barão a ceder a sua floresta, aprisionou-o por algum tempo, multou-o pesadamente, fê-lo construir uma capela em memória de cada estudante e ordenou-lhe que partisse em cruzada para a Palestina durante três anos. No seu reinado os direitos dos fracos não foram pisados. Na verdade, ele fez com que os idosos pobres fossem alimentados pelos seus agentes e ele próprio alimentava 120 pobres por dia, comendo três deles na sua própria mesa e lavando-lhes os pés com as suas próprias mãos.



Tudo o que ele poderia ter ganho para a França foi lançado fora em duas cruzadas. Os motivos de Luís para se aventurar no Egito não eram desprezíveis, porém, hoje aparecem-nos errados, para nós. Ele queria converter o islamismo ao cristianismo. Tentar fazê-lo pela força parecia natural, naquele tempo, mesmo para pensadores santos como Bernardo de Claraval (?1090 - 20 de agosto de 1153).



Luís armou uma frota em Aigues-Mortes e navegou para o Egito. O seu exército foi derrotado e desbaratado fugiu cada um para seu lado. Luís foi aprisionado, provavelmente, neste dia, 6 de abril de 1250. Os estudiosos discordam sobre esta data. Alguns colocam-na em 1249. Outros dão a data certa como o dia 5 ou 7 de abril deste mesmo ano de 1250.



Luís foi ameaçado de tortura. Os muçulmanos trouxeram para a sua frente “a bota” (antigo instrumento de tortura), projetada para triturar lentamente os ossos das pernas. O Rei francês estava bravamente preparado para o calvário. A sua ousadia mudou as intenções dos seus captores. Acabou por ser libertado sob o pagamento de um determinado resgate.



Após a sua libertação, Luís chocou cristãos e muçulmanos, igualmente, quando ele insistiu em pagar 10 000 libras em dinheiro do resgate que tinha sido esquecido de ser pago, e que tinha sido combinado aquando da sua libertação. Parece que naquele tempo era hábito o “esquecimento voluntário” da palavra dada! “Um cristão deve manter a sua palavra”, disse ele.



Anos mais tarde, Luís morreu de disenteria em Túnis, na Tunísia, no Norte de África, em 25 de agosto de 1270, durante a oitava cruzada.



A pior mancha no registo biográfico de Luís IX, rei de França, foi a sua perseguição contra os albigenses e os judeus.

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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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