… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 17 de abril de 2017

17 de abril de 326 • Alexandria perdeu o notável Alexandre




17 de abril de 326 Alexandria perdeu o notável Alexandre
 Ícone de Alexandre de Alexandria (Mosteiro de Veljusa, Macedónia)
Todo o mundo cristão honra Atanásio como seu campeão por causa das suas batalhas contra o arianismo. Mas por trás de Atanásio houve um grande bispo, Atanásio, o homem que colocou os pés de Alexandre no caminho da fama, que não só selecionou Atanásio para ser seu sucessor, mas iniciou ele mesmo a luta aberta contra a heresia de Ário, o padre que insistia que Jesus era um ser criado ao invés de ser um eterno membro da Divindade.



Alexandre nasceu por volta de 250. Homem vertical, sobreviveu enquanto padre, às perseguições contra os Cristãos levadas a cabo por Galério e Maximino e que se alastraram por todo o mundo de então. Alexandre tornou-se Patriarca de Alexandria em 313.



Ário começou a ensinar os seus pontos de vista por volta do ano 300. Pedro, o Patriarca de Alexandria, nessa época, excomungou-o. Enquanto Pedro estava no corredor da morte por causa da sua fé, Alexandre juntou-se a Áquila de Alexandria, que tomara o lugar do patriarca Pedro, para pleitear o restabelecimento de Ário. Pedro recusou-se em termos enégicos, declarando que Ário tinha sido condenado eternamente. Não obstante, quando Áquila de Alexandria assumiu o poder, readmitiu Ário no sacerdócio.



Alexandre foi lento a reconhecer o perigo do falso ensino de Ário. Na verdade, ele opôs-se tão lentamente contra o padre apóstata que o clero que apoiava as suas doutrinas eréticas cresceu rebelde. Durante muito tempo Alexandre dirigiu-se a Ário tentando convencê-lo do seu erro antes de excomungá-lo.



Finalmente, Alexandre excomungou Ário, em 321. Um concílio realizado em Alexandria confirmou esta decisão e declarou os pontos de vista de Ário heréticos. O bispo egípcio Alexandre, Patriarca de Alexandria, escreveu a Alexandre, Patriarca de Constantinopla, que Ário e os seus apoiantes haviam “construído um seminário para sustentar contra Cristo, negando a divindade de nosso Salvador e pregando que Ele é apenas igual a todos os outros. E, havendo reunido todas as passagens bíblicas que falam do Seu plano de salvação e da Sua humilhação por nossa causa, eles partiram delas para pregarem com irreverência, ignorando completamente as passagens em que a Sua divindade eterna e a Sua inefável glória com o Pai está estabelecida.”



Mas Ário, apesar de excomungado, não desapareceria de cena. De facto, as suas ideias levaram a que houvesse motins. Arianos entraram em tal confronto com os trinitarianos que até o Imperador Constantino temeu pela divisão do Império. Em 325, o Imperador convocou o primeiro concílio geral, que se reuniu em Niceia. Naquele concílio, o jovem protegido de Alexandre de Alexandria, Atanásio, expôs uma firme defesa da doutrina da plena divindade de Cristo.



No seu leito de morte, Alexandre chamou a si Atanásio e nomeou-o seu sucessor. Alexandre morria neste dia, 17 de abril de 326. Atanásio continuaria a luta pela ortodoxia até à sua própria morte, sofrendo tormentos graves e cinco episódios de exílio.


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

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