… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 22 de abril de 2017

22 de abril de 1987 • J. Edwin Orr, o Homem do despertar religioso


22 de abril de 1987J. Edwin Orr, o Homem do despertar religioso



Fotografia de James Edwin Orr, de quando ele era capelão na Nova Guiné.

James Edwin Orr morreu inesperadamente neste dia, 22 de abril de 1987, em Asheville, Carolina do Norte, nos Estados Unidos da América. O historiador de 73 anos era o orador convidado para falar numa convenção Baptista do Sul da cidade.



Os historiadores, nem sempre são os conferencistas de quem se espera que venham a atrair grandes audiências. Mas a perícia de Orr tinha sido reclamada pelas igrejas. Ele foi durante muitos anos evangelista, e além disso, ele também era historiador dos avivamentos, isto é: a renovação espiritual das igrejas. Ele compilou histórias fascinantes e pormenores de muito valor sobre esses movimentos espirituais e incorporou-as nas suas palestras e nos seus livros.



Nascido em 15 de janeiro de 1912 em Belfast, na Irlanda, Orr tornou-se cristão aos nove anos, graças ao testemunho de sua mãe. Aos 17 anos foi batizado na Great Vitória Street Baptist Church, de BelfaSão Pouco depois sentiu-se chamado ao ministério cristão e formou, com alguns irmãos da sua igreja, um grupo denominado “Companheirismo do Avivamento”, cuja meta era orar por um avivamento à escala mundial. Entretanto, o seu pai morreu e, em seguida, um dos seus irmãos mais velho, também, e Orr teve de deixar a faculdade para trabalhar como empregado de balão numa padaria para alimentar o resto da família. Tinha cerca de dezanove anos, quando ele e um amigo começaram o trabalho evangelístico, pregando ao ar livre, em Belfast.



Uma coisa levou a outra, e Orr convenceu-se de que se devia tornar um evangelista itinerante. Ele fez contactos em Londres e logo estava pregando em toda a Grã-Bretanha. Em 1935, estava inserido nos circuitos de evangelização na Península da Escandinávia e em grande parte da Europa. Mais tarde, naquele ano e em 1936, partiu para reuniões evangelísticas no Canadá, nos Estados Unidos, na Nova Zelândia, na Austrália e em África, concluindo a onda de evangelização na Noruega.



Enquanto isso, ele telegrafou para uma jovem que conheceu na África do Sul e pediu-lhe para ela casar com ele. Muriel Carlson concordou.



Orr formou um grupo de evangelismo e publicou vários livros, fazia isto duas vezes por ano, contando as suas experiências e mostrando como viver a vida cristã. Nos Estados Unidos, concluiu um grau académico em teologia antes de se alistar como capelão da Força Aérea, servindo no Pacífico. Ele também escreveu um livro sobre esta sua experiência.



Depois de percorrer a Ásia e a África em campanhas de avivamento, Orr regressou a Inglaterra, onde realizou um doutoramento na Universidade de Oxford. A sua dissertação incidiu sobre um dos grandes avivamentos da história: “O Segundo Despertar Evangélico”, na Inglaterra.



Pesquisando sobre o Despertar Religioso, Orr descobriu que cada um deles havia começado com uma oração. «A oração é a chave», afirmou o Evangelista historiador. Por exemplo, no Avivamento de Cane Ridge, James McGready (1763–1817) “era um homem tal de oração, que ele não só promoveu a reunião de oração em cada primeira segunda-feira de cada mês, mas também pôs o seu povo a orar por ele desde o pôr do Sol até à noite no sábado, e no domingo de manhã, ao nascer do Sol. Então, no verão de 1800 veio o grande Avivamento no Kentucky, Estados Unidos. Onze mil pessoas chegaram para um serviço de Santa Ceia. McGready gritou por socorro, e que o ajudassem independentemente da denominação de cada um.”



Orr também ensinou que os cristãos devem arrepender-se para que o Avivamento floresça. “Pouco a pouco, a Igreja perde o seu domínio sobre as coisas essenciais, torna-se um clube social, vai dormir ou voa pela tangente. Por todo o mundo encontramos igrejas adormecidas, e todos à sua volta estão mortos de fome do Evangelho. Ao invés de realizar a coisa de primeira importância, isto é, evangelizar as massas, eles estão envolvidos numa espantosa variedade de passatempos, em qualquer coisa, mas não na coisa essencial.” Orr foi apaixonadamente comprometido com Jesus Cristo e dedicou a sua vida a compreender e a promover a obra de Deus, especialmente no reavivamento e despertamento espiritual.



J. Edwin Orr disse em 1975: “O Avivamento Galés afetou toda a causa evangélica na Índia, na Coreia e na China, renovou o avivamento no Japão e no Sul da África, e enviou ondas de despertar sobre a África, a América Latina e os Mares do Sul.”

O Dr. J. Edwin Orr, referindo-se ao avivamento espiritual ocorrido na Indonésia entre os anos de 1966 a 1968, disse: “ O avivamento mais controverso e sensacional da década dos anos setenta (do século XX) deu-se na ilha de Timor... quase toda a discussão girava em torno da  informação sobre  milagres sensacionais.... Todas as perguntas provocadas pelas reportagens mais sensacionalistas não invalidaram o facto de que houve um despertar espiritual pouco usual na ilha de Timor, onde ocorreram eventos fenomenais, inexplicáveis pelos peritos na investigação psíquica.”



Quatro noites antes do golpe comunista na Indonésia, que esteve a ponto de alcançar o êxito em 1965, Deus, na Sua soberania começou a derramar o seu Espírito Santo num pequeno povo, na quase desconhecida ilha de Timor. Advertiu os crentes para que orassem, e o país foi extraordinariamente salvo. Imediatamente se organizaram equipas de crentes comuns que começaram a percorrer a ilha de Timor e pelas ilhas adjacentes proclamando o Evangelho, curando os doentes e ressuscitando os mortos. Os milagres que ocorreram depois do dia do Pentecostes, quando o Espírito Santo veio primeiro como “um vento forte” repetiram-se nos nossos dias.



Houve água convertida em vinho.... Homens ressuscitados... Pessoas caminhando pelo leito de um rio de uns nove metros de profundidade. Milagres assim como estes, semelhantes aos realizados nos dias bíblicos, aconteceram por aquele tempo, com muita frequência na Indonésia, que é um país formado um conjunto de ilhas no Oceano Pacífico, o que é considerado como um dos maiores avivamentos que se deram no século XX.



Milhares de pessoas converteram-se a Cristo entre 1965 e 1970 na ilha de Timor. Segundo as estatísticas da Igreja Reformada Holandesa, esta incrementou em 200 mil pessoas os seus membros. Atenção que estamos a falar do país com o maior número de muçulmanos em todo o mundo!?! E como sei que há uma forte Igreja Evangélica em Timor Leste, que corresponde estatisticamente a 3% da população, concluo que as ondas provocadas pelos “tsunamis” e “furacões” daquele avivamento chegaram e ainda se fazem sentir por aquelas ilhas!.. Desbloqueemos os poços que os nossos pais cavaram!... Cantemos dos novos poços da intenção divina para a nossa geração!



Em 1951, James Edwin Orr esteve no Brasil, pastor batista reconhecido mundialmente pela sua pregação do avivamento. Orr realizou palestras na Faculdade de Teologia da IPI, em São Paulo, a convite do seu reitor, Walter Ermel, que se tornaria um entusiasta do tema do avivamento espiritual, e fez ainda várias campanhas evangelísticas em igrejas daquela denominação cristã. Em 1952, Orr regressou ao Brasil a convite da Comissão do Centenário da IPB e por lá ficou durante quase dez meses realizando campanhas de avivamento.



Dele, Billy Graham escreveu: “O Dr. J. Edwin Orr, em minha opinião, é uma das maiores autoridades sobre a história dos avivamentos religiosos no mundo Protestante.



James Edwin Orr é autor de vários hinos. Um deles, — “Cleanse Me” (Purifica-me) ou também conhecido como “Search me, O God” está publicado também na minha página para ser apreciado por todos.

****

Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

Este texto é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está escrito com o Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicado nem utilizado para fins comerciais; seja utilizado exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: