… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

11 de janeiro


William MacDonald
Um dia de cada vez
11 de janeiro

“Pela boca de duas ou três testemunhas, toda a palavra seja confirmada.” (Mt 18:16, ARC, Pt)

Como nos diz a Bíblia, se queremos fazer um julgamento justo devemos contar com o testemunho de duas ou três testemunhas. Se fizéssemos caso deste princípio, evitaríamos muitíssimos problemas.

Tendemos de maneira natural a escutar a versão de uma pessoa e imediatamente decidir a seu favor, parece-nos convincente e ganha a nossa simpatia. Mas, mais tarde damo-nos conta de que este é somente um lado da história. Quando escutamos a outra parte, damo-nos conta de que a primeira pessoa tinha torcido os factos ou, pelo menos, tinha-os disposto a seu favor. Assim: “O que primeiro começa o seu pleito, justo parece; mas vem o seu companheiro e o examina.” (Pv. 18:17, ARC, Pt). Se tomarmos uma decisão antes de conhecer os factos na sua totalidade, procedemos com menos justiça do que o sistema judicial do mundo e colocamo-nos sob a censura de Pv 18:13, “Responder antes de ouvir, estultícia é, e vergonha, ARC, Pt).”

Quando Ziba informou David que Mefiboseth pretendia arrebatar-lhe o trono, David aceitou esta calúnia sem investigar e deu a Siba a propriedade de Mefiboseth (2Sm 16:1-4). Mais tarde Mefiboset teve a oportunidade de contar ao rei como ocorreram na realidade os factos. Então David compreendeu que tinha tomado uma decisão sem ter tido a evidência suficiente.

O Senhor Jesus atuou sobre a base deste princípio. Manifestou que não era suficiente que desse testemunho de Si mesmo (Jo 5:31). Por esta razão acrescentou outros quatro testemunhos: João, o Batista (vv. 32-35); as Suas obras (v. 36); Deus, o Pai (vv. 37-38); e as Escrituras (vv. 39-40).

Se não conseguirmos reunir o testemunho competente de duas ou três testemunhas, podemos quebrantar corações, arruinar reputações, dividir igrejas e separar amizades. Se nos apegarmos à Palavra de Deus, não faremos injustiças nem feriremos a ninguém.





Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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