… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

11 de janeiro



C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas

11 de janeiro

“[Estes] não têm raiz.” (Lc.8:13, ARC, Pt)

MINH'ALMA, examina-te esta manhã à luz deste texto. Tu recebeste com alegria a Palavra e os teus sentimentos foram vivamente impressionados; mas, recorda, que receber a Palavra nos ouvidos é uma coisa e receber Jesus na alma é outra coisa completamente diferente. A emoção superficial une-se frequentemente à dureza de coração, e a impressão viva, que a Palavra costuma fazer, nem sempre é duradoura. Na parábola é-nos dito que uma parte da semente caiu sobre a pedra, na qual havia um pouco de terra. Quando a semente começou a lançar raízes, o seu desenvolvimento viu-se impedido pela dureza da rocha, e, em consequência, a planta empregou a sua força em ramos e em folhas, mas, como a sua raiz não tinha humidade, secou-se. É este o meu caso? Tenho estado fazendo uma exibição externa de cristianismo sem ter a correspondente vida interior? As plantas para terem um desenvolvimento normal têm de crescer para acima e para abaixo ao mesmo tempo. Estou eu enraizado com sincera fidelidade e com amor em Jesus? Se o meu coração ficar sem ser amolecido e fertilizado pela graça, a boa semente pode germinar por um tempo, mas por fim secar-se-á, pois não pode florescer num coração empedernido, indómito e não santificado. Devo temer a piedade que cresce e logo se seca como a aboboreira de Jonas. Tenho de saber o que custa ser seguidor de Jesus, acima de tudo, tenho de sentir a energia do Seu Espírito Santo, e, então, possuirei na minha alma uma semente permanente e duradoura. Se a minha mente permanecer tão insensível como é por natureza, o sol da prova secá-la-á, e o meu duro coração contribuirá para que o calor se projecte mais terrivelmente sobre a semente mal coberta, a minha religião depressa morrerá e o meu desespero será terrível. Em vista disto, oh celestial Semeador, lavra-me primeiro, e depois semeia em mim a verdade e consente que eu produza uma abundante colheita para Ti.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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