… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

12 de janeiro



William MacDonald

Um dia de cada vez
12 de janeiro

“E que tens tu que não tenhas recebido?” (1Co 4:7, ARC, Pt)


Esta é uma boa pergunta, pois reduz-nos a todos à mesma medida. Não temos nada que não tenhamos recebido. Quando nascemos somos dotados física e intelectualmente. Não podemos gabar-nos da nossa aparência e da nossa inteligência porque é algo que está além do nosso controle. É um acidente de nascimento.



Tudo o que sabemos é resultado da nossa educação; foram outros os que hão enchido a nossa mente de informação. Com frequência, quando pensamos ter alguma ideia original, inteiramo-nos de que já havia sido expressa anos atrás, em algum livro escrito. Emerson dizia: “Os meus melhores pensamentos mos roubaram os antepassados”.



O que dizemos dos nossos talentos? Não há dúvida de que alguns deles são herança de família e que se desenvolveram pelo treino e pela prática, mas não se originaram connosco. Foram-nos dados.



Pilatos estava enfatuado pela autoridade que tinha, mas o Senhor Jesus recordou-lhe: “Nenhum poder terias contra mim se de cima te não fosse dado” (Jo 19:11, ARC, Pt).



Em resumo, cada batida do nosso coração é um dom de Deus. Por esta razão Paulo em 1Co 4:7, 1Co 4:7, ARC, Pt, continua perguntando: “E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido?”



E esta é a razão pela qual Harriet Beecher Stowe não queria ser aplaudida por ter escrito “A Cabana do Pai Tomás.” Dizia: «“A cabana do Pai Tomás”? É obvio que não, não tive o controlo da história; ela escreveu-se sozinha. O Senhor escreveu-a, e eu nada mais fui do que um instrumento humilde nas Suas mãos. Tudo me chegou em visões, uma atrás da outra, e escrevi-as. A Ele somente seja o louvor!»



O ter em conta, constantemente, que não temos nada que não tenhamos recebido, liberta-nos de nos gabarmos e de nos felicitarmos, e leva-nos a dar glória a Deus por todo o bem que sejamos ou façamos.



“Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas. 24Mas, o que se gloriar glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor. (Jr. 9:23-24, ARC, Pt).




Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: