… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 15 de janeiro de 2017

15 de janeiro


William MacDonald
Um dia de cada vez
15 de janeiro

“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis, então, da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pela caridade.” (Gl 5:13 ARC, Pt)

A liberdade dos filhos de Deus é uma das suas possessões mais apreciadas. Os libertados pelo Filho, são verdadeiramente livres. Mas, são chamados para uma liberdade responsável, e não para a libertinagem.



Os filhos querem emancipar-se das restrições do lar. Os jovens desejam libertar-se da disciplina do estudo. Os adultos querem ver-se livres dos seus votos matrimoniais. Muitos queixam-se de sentir-se acorrentados aos seus empregos quotidianos. Porém, estas não são as liberdades às quais somos chamados.



As estrelas não são livres para deixar as suas órbitas e errar pelo espaço. Um comboio não tem liberdade para deixar a via e andar pelo campo, sem rumo fixo. Um avião não é livre para deixar a rota previamente assinalada; a sua segurança depende que o piloto obedeça às regulações.



Jowett [i] comentou: “Não há reino onde haja espaço para os anarquistas. Se desejamos descobrir a liberdade onde quer que vamos devemos aprender a sujeitar-nos. Um músico deve conhecer e respeitar as leis da harmonia se deseja regozijar-se no seu mundo fascinante. Um construtor deve estar ao serviço da lei da gravidade, ou de outro modo a sua casa converter-se-á num montão de ruínas. Que classe de liberdade pode desfrutar um homem que desafia constantemente as leis da saúde? Em todos estes âmbitos, traspassar os seus limites é converter-se num inválido, enquanto que respeitá-los é chegar a ser um homem livre.”



É verdade que o crente está livre da Lei (Rm 7:3), mas isto não quer dizer que esteja sem lei. Agora, é um servo de Cristo, ligado pelas cordas do amor, e comprometido a obedecer aos Seus numerosos mandamentos que se encontram no Novo Testamento.



O crente está livre da escravidão do pecado (Rm 6:7, 18, 22), mas é servo de Deus e da justiça.



O crente é livre de todos os homens (1Co 9:19), para chegar a ser servo de todos, para ganhar um maior número.



Mas, não é livre para usar a sua liberdade como pretexto para fazer o mal (1Pe 2:16). Não é livre para dar rédea solta à carne (Gl 5:13) ou fazer tropeçar ou ofender a ninguém (1Co 8:9). Tampouco é livre para desonrar o Nome do Senhor Jesus (Rm 2:23-24). Não é livre para amar o mundo (1Jo 2:15-17), ou entristecer o Espírito Santo que em si habita (1Co 6:19).



O homem não encontra realização e descanso fazendo a sua própria vontade. Tão somente a encontra ao tomar o jugo de Cristo e aprendendo dEle. “Servi-Lo, é a perfeita liberdade.”





[i] Jowett, Benjamin nasceu em 15 de abril de 1817 em Londres, Inglaterra; e faleceu em 1 de outubro do ano 1893. Foi educador, tradutor, teólogo e erudito inglês. 
O Balliol College, fundado em 1263, é uma das instituições de ensino superior constituintes da Universidade de Oxford no Reino Unido.
Tradicionalmente, os alunos (undergraduates) encontram-se entre os politicamente mais acivos da universidade, e os alumni do instituto incluem vários antigos primeiro-ministros. Balliol atrai mais alunos internacionais do que os outros institutos superiores.
Durante o período de liderança de Benjamin Jowett no século XIX, o instituto escapa da relativa obscuridade para ocupar a primeira linha dos institutos superiores (colleges), continuando depois a ocupar um papel proeminente.
Fonte: http://es.wikipedia.org/wiki/Benjam%C3%ADn_Jowett)

Notas e Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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