… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

16 de janeiro


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas

16 de janeiro

“Será tirado o Messias e não será mais.” (Dn 9:26, ARC, Pt)

BENDITO seja o Seu nome, não há causa de morte nEle. Nem pecado original, nem pecado presente O tem manchado, e, assim, a morte não tem nenhum direito sobre Ele. Nenhum homem poderia ter-Lhe tirado a vida com justiça, pois Ele não fez mal a nenhum homem; e nenhum homem podia tê-Lo morto pela força, se Ele não tivesse desejado entregar-Se para morrer. Mas, vede, um peca e outro sofre. A justiça foi ultrajada por nós, mas achou a sua satisfação nEle. Nem rios de lágrimas, nem montanhas de sacrifícios, nem mares de sangue de touros, nem colinas de incenso teriam servido para a remissão dos pecados; porém Jesus foi morto por nós, e a causa da ira desapareceu em seguida, porque o pecado tinha sido tirado para sempre. Aqui há sabedoria, pela qual, a substituição, o seguro e rápido caminho da expiação, foi concebida! Aqui há condescendência, que envia o Messias, o Príncipe, para que cinja uma coroa de espinhos e morra na cruz! Aqui há amor, que leva a Redentor a dar a Sua vida pelos Seus inimigos!

Contudo, não basta admirar o espectáculo do inocente que sangra pelo culpado; temos de estar seguros de que também nós fomos salvos por Ele. O propósito particular da morte do Messias era a salvação da Sua Igreja. Temos nós parte e sorte entre aqueles por quem Ele deu a Sua vida em resgate? Fomos curados pelas Suas chagas? Será terrível se nos privarmos duma porção do Seu sacrifício; nesse caso, seria melhor não termos nascido. Ainda que a pergunta é solene, anima-nos saber que pode ser respondida claramente e sem erro. Para todos os que crêem nEle, o Senhor Jesus é um presente Salvador, e, sobre eles, todo o sangue da reconciliação foi aspergido. Que todos os que confiam nos méritos da morte do Messias se sintam contentes, ao recordá-Lo, e façam com que a sua santa gratidão os guie a consagrarem-se por inteiro à Sua causa.



Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: