… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

17 de janeiro


William MacDonald 
Um dia de cada vez
17 de janeiro

“Servindo de boa vontade, como ao Senhor e não aos homens.” (Ef 6:7, ARC, Pt)

As instruções que Paulo dá aos escravos (Ef 6:5-8) estão cheias de significado para todos aqueles que professam ser servos de Jesus Cristo.



Em primeiro lugar, mostram que qualquer trabalho é honorável, apesar da sua insignificância, pode ser feitoe para a glória de Deus. Os escravos a quem Paulo escrevia dedicavam-se a esfregar chãos, a cozinhar, a lavar pratos, a cuidar de animais ou a cultivar a terra. E o Apóstolo disse que estes quefazeres podiam ser feitos “para Cristo” (v. 5); que ao executá-los, os escravos tomavam o seu lugar como “servos de Cristo, fazendo a vontade de Deus” (v. 6); que estavam servindo ao Senhor (v. 7); e que seriam recompensados por Ele, “por fazer um bom trabalho” (v. 8).



É fácil traçar uma dicotomia entre o secular e o sagrado. Consideramos que o nosso trabalho quotidiano é secular, enquanto que a nossa pregação, testemunho e ensino bíblico são sagradas. Mas, esta passagem ensina que o cristão não deve fazer esta distinção. Precavendo-se disto, a esposa de um conhecido pregador colocou um letreiro sobre a pia da sua cozinha que dizia: “Aqui celebram-se serviços divinos três vezes ao dia.”



“Um servo assim estipulado,

Torna em divino o trabalho pesado;

Quem para Ti varre um chão,

Faz a obra como algo ligeiro.” (George Herbert [i])



Daqui aprendemos outra lição: apesar da posição de uma pessoa na escala social, não está excluída das grandes bênçãos e recompensas que o cristianismo oferece. Possivelmente nunca trocará o seu humilde uniforme de trabalho por um fato de lã inglesa, mas se o seu trabalho é de tão boa qualidade que Cristo é com ele glorificado, receberá uma grande recompensa. “Sabendo que o bem que cada um fizer, esse receberá do Senhor, seja servo ou seja livre” (v. 8).

Se crêssemos nisto, deveríamos orar, nas palavras de George Herbert:

“Ensina-me, meu Deus e Rei,
A ver-Te sempre em tudo a Ti,
Fazendo todo o meu trabalho assim,
Como se fosse para Ti.”



Notas do Tradutor

[i] Herbert, George (Montgomery, País de Gales, 3 de abril de 1593 – Bemerton, Wiltshire, 1 de março de 1633) foi um poeta, orador e sacerdote anglo-galês.

Membro de uma família aristocrática, estudou na Westminster School e no Trinity College, em Cambridge. Em 1618 foi considerado Fellow da Universidade de Cambridge, instituição onde foi orador entre 1620 e 1628.

Toda a sua obra foi publicada a título póstumo, da qual se destacam: The Temple: Sacred Poems and Private Ejaculations (1633), Herbert compilou o livro Outlandish Proverbs (1640), A Priest to the Temple (ou The Country Parson) (1652).



Citações atribuídas a George Herbert:



“Uma espada obriga a outra a ficar na bainha.” - One sword keeps another in the sheath - “Jacula Prudentum” in: “The Poetical Works of George Herbert: With Life, Critical Dissertation and Explanatory Notes‎” - Página 314, de George Herbert, George Gilfillan - Publicado por Appleton,1854 - 328 páginas



“O homem roubou o fruto, mas eu preciso de trepar a árvore.” - Man stole the fruit, but I must climb the tree - In The Temple: Sacred Poems and Private Ejaculations‎ - Página 25, de George Herbert, Christopher Harvey - Publicado por Pickering, 1838 - 361 páginas



“O melhor espelho é um velho amigo.” - The best mirror is an old friend - “Jacula Prudentum” in: “The Poetical Works of George Herbert: With Life, Critical Dissertation and Explanatory Notes”‎ - Página 301, de George Herbert, George Gilfillan - 1854 - 328 páginas



Atribuídas


“A beleza atrai mais do que o gado.”


“Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores do que o teu silêncio, e lembre-se que alto deve ser o valor de suas ideias, não o volume de sua voz. Falar sem pensar é disparar sem apontar.”


“Senhor, vós que tanto já destes, dai-nos uma coisa mais: um coração agradecido.” - Lord, You have given so much to us. Give one more thing: a grateful heart.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/George_Herbert


Notas e Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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