… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

18 de janeiro


William MacDonald
Um dia de cada vez
18 de janeiro

“O Meu reino não é deste mundo; se o Meu reino fosse deste mundo, pelejariam os Meus servos ...” (Jo 18:36, ARC, Pt)

O facto de que o Reino de Cristo não é deste mundo deve bastar para me manter afastado da política do mundo. Se participo na política, dou um voto de confiança a favor da capacidade do sistema para resolver os problemas que afligem o mundo. Mas, francamente não abrigo esta confiança, porque sei que “todo o mundo está no maligno.” (1Jo 5:19, ACF)



A política deu amostras de ser singularmente ineficaz ao tratar de resolver os problemas da sociedade. Os remédios dos políticos são como um penso rápido sobre uma chaga supurante; não chegam à fonte da infecção. Sabemos que o pecado é o problema básico da nossa sociedade enferma. Qualquer coisa que não trate com o pecado não pode ser tomada a sério como remédio.



Trata-se de um assunto de prioridades. Devo empregar o meu tempo participando da política ou dedicá-lo a propagar o Evangelho? O Senhor Jesus responde a pergunta com estas palavras: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; e tu vai e anuncia o reino de Deus” (Lc 9:60). A nossa prioridade máxima deve ser dar a conhecer Cristo porque Ele é a resposta aos problemas deste mundo.



“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus para a destruição de fortalezas” (2Co 10:4). Se isto é assim, encontramo-nos ante a tremenda realidade de que é possível dar forma à história nacional e internacional com a oração, o jejum e a Palavra de Deus muito mais do que poderíamos fazer por meio da votação.



Uma figura pública disse uma vez que a política é corrupta por natureza e acrescentou esta palavra de advertência: “A igreja não deve esquecer a sua verdadeira função tratando de figurar numa área dos assuntos humanos onde tudo o que conseguiria é ser um pobre competidor... se participa, perderá a pureza do seu propósito.”



O programa de Deus para esta era é chamar de entre as nações um povo para o Seu Nome (ver At 15:14). O Senhor está resolvido a salvar a muitos deste mundo corrupto em vez de fazer com que se sintam comodamente nele. Devemos comprometer-nos a trabalhar com Deus nesta gloriosa emancipação.



Quando as pessoas perguntavam a Jesus o que deviam fazer para pôr em prática as obras de Deus, a Sua resposta foi que a obra de Deus consistia em fazer que cressem nAquele que O enviou (ver Jo 6:28-29). Esta, pois, deve ser a nossa missão: levar os homens à fé, não às urnas.


 Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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