… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

18 de janeiro



C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
18 de janeiro
“Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus.” (Hb 4:9, ARC, Pt)

QUÃO diferente do que é aqui será o estado do crente no Céu! Aqui, ele nasceu para fatigar-se e para sofrer cansaço, mas na Terra do Imortal, nunca se conhecerá a fadiga. O crente, na sua ânsia de servir ao seu Senhor, acha que a sua força não é igual ao seu zelo. O seu clamor constante é: “Ajuda-me a servir-Te, oh meu Deus!” Se ele for realmente activo, terá muito que fazer, nem tanto -por certo- como ele deseja, mas mais do que suficiente para as suas forças, de maneira que ele clamará: “Não me acho cansado do trabalho, mas acho-me cansado pelo trabalho.” Ah! Cristão, o fatigante dia de cansaço não durará sempre; o Sol que se está aproximando do ocaso, levantar-se-á outra vez, trazendo um dia muito mais brilhante do que todos os que até agora viste, numa pátria onde os redimidos servem a Deus dia e noite, ainda que descansem dos seus trabalhos. Aqui, o descanso é parcial, lá é perfeito. aqui, o Cristão está sempre perturbado; ele sabe que ainda não o alcançou. Lá, todos descansam, pois alcançaram o topo da montanha, subiram até seio de Deus. Não podem ir mais acima. Ah, trabalhador abatido pelo cansaço, pensa unicamente no tempo quando descansarás para sempre! Podes conceber isto? Esse descanso é eterno, um descanso que “resta.” Aqui, as minhas melhores jóias têm sobre si a palavra “mortal”; as minhas flores formosas murcham; os meus cálices delicados estão completamente vazios; as minhas aves mais melodiosos caem ante as flechas da morte; os meus dias mais prazenteiros obscurecem-se em noites; e o fluxo da minha felicidade baixa numa vazante de tristeza. Mas lá, tudo é imortal: as harpas nunca permanecem enferrugadas, as coroas não murcham, os olhos não se obscurecem, a voz não titubeia, o coração não vacila e o ser imortal está completamente absorto em deleite infinito. Feliz! Feliz aquele dia! Quando a mortalidade for eliminada pela vida e o Eterno Descanso comece!


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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