… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

19 de janeiro



William MacDonald
Um dia de cada vez
19 de janeiro

“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados, e limpar-nos de toda a maldade.” (1Jo 1:9, ARC, Pt)

Seria virtualmente impossível continuarmos na vida cristã sem a segurança com que este versículo nos brinda. À medida que crescemos na graça, temos uma consciência cada vez mais profunda do nosso pecado e miséria. Precisamos de ter provisão para a limpeza instantânea dos nossos pecados, de outro modo, ficaríamos condenados à culpa e à derrota perpétuas.



João diz-nos que para os crentes tem-lhes sido feita provisão por meio da confissão. Pela fé no Senhor Jesus o inconverso[i] recebe perdão judicial pelo pagamento dos seus pecados. O crente, por sua vez, recebe o perdão paternal e a limpeza da mancha dos seus pecados quando os confessa.



O pecado rompe a comunhão na vida do filho de Deus, e a comunhão fica quebrada até que o pecado é confessado e abandonado. Quando confessamos os nossos pecados, Deus é fiel à Sua Palavra; Ele prometeu perdoar-nos. É justo quando perdoa porque a obra de Cristo na Cruz tem provido de base a justiça necessária.



O que este versículo significa, então, é que quando confessamos os nossos pecados, podemos saber que o pecador fica limpo, que somos purificados por completo e que o bendito espírito familiar foi restaurado. Logo que estamos conscientes de que pecámos na nossa vida, podemos entrar na presença de Deus, chamar a esse pecado pelo seu nome, repudiá-lo, e saber com certeza que ele foi apagado.



Mas, como sabemos com certeza? Sentimo-nos perdoados? Não é uma questão de sentimentos! Sabemos que fomos perdoados porque Deus assim O diz na Sua Palavra. Os nossos sentimentos não são dignos de confiança, por sua vez, a Palavra de Deus é sólida e segura.



Mas, suponhamos que alguém diz: “Eu sei que Deus me perdoou, porém, não posso perdoar-me a mim mesmo.” Isso soa como muito piedoso, mas, na verdade, desonra a Deus. Se Deus me perdoou, deseja que eu me aproprie desse perdão pela fé, que me regozije nele, e que vá e O sirva como um vaso limpo.





[i] adjectivo não converso; que não se converteu; inconvertido (Dicionário Houaiss electrónico da língua portuguesa 2.0a) (descrente adj. 2 gén. que não crê; incrédulo; irreligioso; céptico; s. 2 gén. pessoa que perdeu a crença; ateu.) Aparece somente registada no Houaiss como adjectivo. Uso a palavra, embora ela aqui seja ou nome ou substantivo comum. (Nota do Tradutor)

Notas e  Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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