… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

20 de janeiro



William MacDonald
Um dia de cada vez
20 de janeiro
E jamais me lembrarei dos seus pecados e das suas iniquidades.” (Hb 10:17, ARC, Pt)

Uma das verdades contidas na Escritura que mais satisfazem à alma é a disposição de Deus para esquecer todos os pecados que foram cobertos pelo sangue de Cristo.



Enchemo-nos de assombro quando lemos: “Quanto está longe o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões.” (Sl 103:12, ACF, Pt) É uma maravilha que possamos dizer com Ezequias: “lançaste para trás das Tuas costas todos os meus pecados.” (Is 38:17, ACF, Pt) Todo o nosso ser se sobressalta quando escutamos o Senhor que nos diz: “[Eu] desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem” (Is 44:22, ARC, Pt). Mas ainda é mais maravilhoso ler: “porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados.” (Jr 31:34, ARC, Pt)

Quando confessamos os nossos pecados, Deus não somente nos perdoa, mas também os esquece instantaneamente. Não é exagerado dizer que o Salvador sepulta imediatamente os nossos pecados no mar do Seu esquecimento. Isto ilustra-se bem com a experiência de um crente que tinha um renhido combate contra um pecado que o dominava. Num momento de debilidade, rendeu-se à tentação. Apressando-se a entrar na presença do Senhor, deixou escapar estas palavras: “Senhor, tenho-o feito uma vez mais”. Em seguida imaginou que o Senhor lhe dizia, “O que é o que tens feito uma vez mais?” O assunto é que numa fracção de segundo, depois da confissão, Deus já o tinha esquecido.



É todo um paradoxo cativante que o Deus omnisciente possa esquecer. Por uma parte, nada escapa ao Seu conhecimento. Conta as estrelas e nomeia-as, enumera as nossas quedas e lágrimas. Determina quando um pardal cai em terra, e sabe quantos são os cabelos da nossa cabeça. Mas, apesar de tudo, esquece os pecados que confessamos e abandonamos. David Seamands[i] dizia: “Eu não sei como a omnisciência divina pode esquecer, mas sei que o faz”.



Um pormenor mais! Tem-se dito muito bem que quando Deus perdoa e esquece, coloca um letreiro que diz: “Reserva de Pesca.” Para mim é proibido pescar os meus próprios pecados passados ou os pecados de outrem que Deus já esqueceu. A este respeito devemos ter uma memória pobre e uma boa capacidade para esquecer.






[i] Seamands, David A., embora de origem norte-americana, nasceu na Índia, onde os seus pais eram missionários metodistas.
Estudou no Asbury College. Drew Theological Seminary e no Hartford Seminary Foundation. Trabalhou com a sua esposa Helen durante 16 anos na Índia como missionário da Igreja Metodista. No seu regresso aos Estados Unidos, pastoreou a Igreja Metodista Unida de Wilmore (Kentucky) durante 22 anos (de 1962 a 1984.) e foi professor de Ministérios Pastorais do Seminário Teológico Asbury de Wilmore.
Como escritor, os seus livros procuram a aplicação prática, psicológica e espiritual de doutrinas cardeais do cristianismo, como a gratuidade da graça e o significado actual da lei de Deus e os benefícios do perdão.
O seu livro “Healing for Damaged Emotion” vendeu mais de um milhão de cópias, em todo o mundo.
Vem a talho de foice dizer que este autor fala do que sabe, isto é do perdão completo de Deus aos nossos pecados conscientemente confessados, porque segundo o que o “United Methodist News Service de 23 de agosto de 2005” reportou Seamands, leu uma declaração a 31 de julho de 2005 perante quase 200 pessoas na Wilmore United Methodist Church, onde ele publicamente pediu desculpas por “conduta sexual imprópria com uma adulta fêmea, o que aconteceu por muitos anos.”
Seamands, que se aposentou em 1992 do Seminário Asbury, confessou perante a sua igreja que ele esteve “pecando contra a vítima,” as instituições que ele serviu, a sua esposa e a sua família.
Ao abrigo dos termos do procedimento de disciplina remissório do United Methodist, ele será privado de todas as funções ministeriais por um ano.
Fonte: http://findarticles.com/p/articles/mi_m1058/is_17_122/ai_n15379529/

Notas e  Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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