… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

20 de janeiro


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas

20 de janeiro
“Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade e vivifica-me no Teu caminho.” (Sl 119:37, ARC, Pt)

HÁ diversas espécies de vaidade. O boné e os cascavéis do palhaço, a alegria do mundo, a dança, a lira e a taça do dissoluto, todas estas coisas os homens sabem que são vaidades. Elas ostentam nos seus frontispícios os seus nomes e os seus títulos. Muito mais traiçoeiras são estas coisas, igualmente vãs, os cuidados do mundo e o engano das riquezas. O homem pode ir atrás da vaidade tanto no escritório como no teatro. Se ele empregar a sua vida para acumular riquezas, então está passando a sua vida numa função vã. A menos que nós sigamos a Cristo e façamos do nosso Deus o grande objecto da nossa vida, só na aparência nos distinguimos dos (homens) mais frívolos. Isto mostra-nos que temos muita necessidade da primeira oração de nosso versículo. “Vivifica-me no Teu caminho.” O Salmista confessa-se tapado, tedioso, inactivo, inteiramente morto. Quiçá, querido leitor, tu sintas o mesmo. Somos tão frouxos que, além do Senhor, nem mesmo os melhores incentivos nos podem avivar. O quê! Não me avivará o Inferno? Posso pensar em quantos pecadores perecem, sem ser, não obstante, avivado? Não me avivará o Céu? Posso pensar no galardão que aguarda os justos e permanecer indiferente? Não me avivará a morte? Posso pensar na morte, e estar ante o meu Deus, e, não obstante, ser indolente no serviço do meu Senhor? Não me constrangerá o amor de Cristo? Posso pensar nas Suas feridas amadas e sentar-me ao pé da Sua cruz sem me avivar com ardor e zelo? Parece que sim! Uma mera reflexão não pode avivar o nosso zelo; porém, o próprio Deus, Ele mesmo, tem de fazê-lo, daí o clamor: “vivifica-me Tu.” O Salmista exala toda a sua alma em veemente intercessão: o seu corpo e a sua alma unem-se na oração. “Desvia os meus olhos,” diz o corpo; “vivifica-me,” clama a alma. Esta é uma oração apropriada para todos os dias. Oh Senhor, ouve esta prece a meu favor esta noite.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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