… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 22 de janeiro de 2017

22 de janeiro



C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
22 de janeiro
“Filho do homem, que mais é o pau da videira que qualquer outro, o sarmento que está entre as árvores do bosque?” (Ez 15:2, ARC, Pt)

ESTAS palavras foram ditas para a humilhação dos que formam o povo de Deus. São chamados vinha de Deus, mas o que são eles, por natureza, mais do que os outros? Eles, pela bondade de Deus chegaram a ser frutíferos, depois de ter sido plantados em bom terreno. O Senhor conduziu-os pelas muralhas do santuário e assim produzem fruto para a Sua glória. Mas, o que são eles, sem o seu Deus? O que são eles sem a influência contínua do Seu Espírito, que os torna frutíferos? Oh, crente!, aprende a deitar fora o orgulho, vendo que tu não tens base para o ter. Seja o que fores, não tens nada por que possas mostrar-te orgulhoso. Quanto mais tenhas, mais deves a Deus, e tu não devias estar orgulhoso do que te faz devedor. Considera a tua origem. Olha para atrás àquilo que foste. Considera o que serias se não fosse pela graça divina. Vê-te tal qual és agora. Não te reprova a tua consciência? Não estão diante de ti os teus mil extravios, dizendo-te que não és digno de ser chamado Seu filho? E se o Senhor te tem cambiado alguma coisa, não te dás conta de que é a graça de Deus a que te tem feito mudar? Crente insigne, terias sido um grande pecador, se Deus não te tivesse transformado. Tu, que agora te mostras valente em defesa da verdade, se a graça não te tivesse alcançado, mostrar-te-ias valente em defesa do erro. Portanto, não sejas orgulhoso, ainda que agora tenhas uma rica herança, e um amplo domínio da graça, tu nunca hás tido uma simples coisa a que pudesses chamar exclusivamente tua, exceto o teu pecado e a tua miséria. Oh! Estranha obsessão, que tu, havendo pedido emprestado tudo o que tens, penses agora em te exaltares a ti mesmo; que sendo tu, um pobre pensionista, dependente da liberalidade do teu Salvador, e alguém que tem uma vida que se extinguiria se não fosse pelo revigorante manancial de vida que procede de Jesus, sejas, ainda, orgulhoso. Devias era ter vergonha, oh coração néscio!


Tradução de Carlos António da Rocha

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