… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 22 de janeiro de 2017

22 de janeiro



C. H. Spurgeon 
Leituras Vespertinas
22 de janeiro

Porventura teme Job a Deus debalde?” (Jb 1:9, ARC, Pt)
ESTA foi a perversa pergunta de Satã referente a este homem recto da antiguidade, mas há muitos hoje a respeito de quem se pode com justiça formular esta pergunta, pois amam a Deus superficialmente, porque Ele os torna prósperos; porém, se as coisas caminham mal, eles abandonarão completamente a fé em Deus da qual fazem alarde. Se eles podem ver claramente que desde o momento da sua suposta conversão, o mundo os tem prosperado, então eles continuarão amando a Deus na sua pobre condição carnal, mas se eles tiverem de fazer frente à adversidade, então rebelam-se contra o Senhor. O amor dos tais é o amor à comida, não é o amor para com o hospedeiro; é um amor à despensa, não é o amor para com o dono da casa. O verdadeiro Cristão espera receber o seu galardão na vida vindoura, e, neste mundo, espera sofrer durezas. A promessa do antigo pacto era prosperidade, mas a promessa do novo pacto é adversidade. Recorda as palavras de Cristo: “Toda vara em Mim que não dá fruto, a tira” — O quê? “E limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.” Se produzes mais fruto, terás de sofrer aflição. “Ai!” dirás tu, “que terrível perspectiva.” Porém esta aflição produz tão preciosos resultados, que o Cristão que está submetido a ela tem de aprender a regozijar-se nas tribulações, porque assim como abundam as suas tribulações, assim também abundam as suas consolações em Cristo Jesus. Se és um filho de Deus podes estar seguro de que não deixarás de conhecer a vara da aflição. Mais cedo ou mais tarde cada lingote de ouro tem de passar pelo fogo. Não temas, mas antes regozija-te de que te estejam reservados tempos tão frutíferos, pois neles serás separado do afeto à Terra e feito idóneo para o Céu; serás livrado da adesão ao presente e far-te-á desejar as coisas eternas que em breve te serão reveladas. Quando sentires que, quanto ao presente, não serves a Deus por interesse, então regozijar-te-ás no infinito galardão do futuro.





Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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