… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

23 de janeiro


William MacDonald
Um dia de cada vez

23 de janeiro
“E procuras tu grandezas? não as busques...” (Jr 45:5, ARC, Pt)

Existe uma tentação subtil, até mesmo no serviço cristão, de querer ser grande, de ver o nosso nome nas revistas ou de escutá-lo pela rádio. Mas, esta é uma armadilha atroz porque despoja Cristo da Sua glória, rouba-nos o gozo e a paz e coloca-nos como alvo para os dardos de Satanás.

Despoja Cristo da Sua glória. Como dizia C. H. Mackintosh: “Quando um homem ou a sua obra vêem a ser notáveis, oculta-se um grande perigo. Quando a atenção se dirige a alguém ou a algo que não seja ao Senhor Jesus, podemos estar seguros de que Satanás está logrando o seu objectivo. Uma obra pode começar de uma maneira muito simples, mas por falta de santa vigilância e de espiritualidade por parte do operário, ele mesmo ou os resultados da sua obra podem atrair a atenção geral e cair na armadilha do maligno. A meta maior e incessante de Satanás é desonrar o Senhor Jesus, e se ele o pode fazer com o que parece ser o serviço cristão, então, ele obteve uma importante vitória.” Bem dizia Denney: “Nenhum homem pode demonstrar ao mesmo tempo que ele mesmo é grande e que Cristo é maravilhoso.”

No modo de operar roubamo-nos a nós mesmos. Alguém disse: “Nunca conheci a verdadeira paz e o gozo no serviço até que cessei de me esforçar por ser grande.” O desejo de ser grandes faz-nos o alvo fácil do ataque de Satanás. A queda de uma personalidade bem conhecida desonra indizivelmente a causa de Cristo. João, o Batista renunciou com energia a qualquer reclamação de grandeza. O Seu lema era: “É necessário que Ele cresça e que eu diminua.” (Jo 3:30, ARC, Pt).

Nós, também, devemos sentar-nos no lugar mais baixo, até ao momento em que o Senhor nos mande que subamos mais para cima [i]. Uma boa petição que podemos fazer quando orarmos é: “guarda-me humilde e desconhecido, e só por Cristo amado e valorizado.”

Nazaré era um pequeno lugar,
E assim foi a Galileia.




[i] Ainda que se trate de um pleonasmo, considero que se trata dum pleonasmo literário ou poético; como figura de linguagem é proposital e usado para enfatizar algo.(Nota do Tradutor)

Notas e Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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