… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

23 de janeiro



C. H. Spurgeon 
Leituras Vespertinas

23 de janeiro

“Do Teu amor nos lembraremos, mais do que do vinho.” (Ct 1:4, ARC, Pt)

JESUS não permitirá que o Seu povo esqueça o Seu amor. Se todo o amor que o Seu povo gozou fosse esquecido, Ele visitá-lo-ia com um novo amor. “Esqueces a minha cruz?” diz Ele, “Eu farei com que a recordes; porquanto à Minha mesa manifestar-Me-ei a ti outra vez. Esqueces o que fiz por ti no conselho secreto da eternidade? Eu to recordarei, porque tu necessitarás de um conselheiro, e achar-Me-ás logo que chames.” As mães não deixam que os seus filhos as esqueçam. Se o filho tiver ido para a Austrália e não escreve para casa, a sua mãe pergunta-lhe numa carta, “John, esqueceste-te da tua mãe?” Então chega uma carta amável que demonstra que a suave advertência não foi em vão. Assim é com Jesus. Ele diz-me: “Recorda-Me”; e a nossa resposta é: “Lembrar-nos-emos dos Teus amores.” Nós recordaremos o Teu amor e a Tua incomparável história. O Teu amor é tão antigo como a glória que tiveste com o Pai antes que o mundo fosse criado. Recordamos, oh Jesus, o Teu eterno amor quando chegaste a ser o nosso Fiador e nos desposaste como Tua noiva. Recordamos o amor que Te inspirou o sacrifício de Ti mesmo, o amor que, até a plenitude do tempo, pensou nesse sacrifício, e ansiou a hora a respeito da qual no princípio do livro está escrito de Ti: “Eis aqui venho.” Recordamos o Teu amor, oh Jesus, como ele se manifestou a nós na Tua santa vida, da manjedoura de Belém até ao Jardim do Getesêmane. Nós seguimos as Tuas pegadas do berço ao sepulcro, porque todas as Tuas palavras e todas as Tuas obras foram amor, e nos regozijamos no Teu amor, que a morte não esgotou; o Teu amor, que brilhou com esplendor na Tua ressurreição. Recordamos aquele ardente fogo de amor que nunca Te fará guardar silêncio até que os Teus escolhidos estejam todos albergados em segurança, até que Sião seja glorificada e Jerusalém se estabeleça sobre os seus eternos fundamentos de luz e de amor no Céu.




Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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