… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

24 de janeiro



C. H. Spurgeon 
Leituras Vespertinas
24 de janeiro
“Marta, porém, andava distraída em muitos serviços.” (Lc 10:40, ARC, Pt)

A SUA falta não consistiu em que ela servia: a condição de servo assenta bem a todo o Cristão. “Eu sirvo” devia ser o lema de todos os príncipes da família real do Céu. A sua falta tampouco consistiu em que ela desempenhasse “muitos serviços.” Nunca fazemos demasiado. Façamos tudo o que nos é possível; que a mente, o coração e as mãos estejam ocupadas no serviço do Mestre. Tampouco consistiu a sua falta em que ela estivesse ocupada na preparação de uma festa para o Senhor. Ditosa Marta, que teve oportunidade de tratar com atenção tão bendito Hóspede; e ditosa, também, porque teve o valor de pôr toda a sua alma, tão sinceramente, em tal ocupação! A sua falta consistiu em que ela “andava distraída em muitos serviços”, de sorte que se esquecia de Jesus, e só recordava o serviço. Ela permitia que o serviço anulasse a comunhão e assim apresentava um dever manchado com o sangue de outro. Devemos ser Marta e Maria ao mesmo tempo. Temos de servir muito e, ao mesmo tempo, ter muita comunhão. Para isto necessitamos de graça poderosa. É mais fácil servir do que estar em comunhão. Josué nunca se cansou na luta com os amalequitas, mas Moisés, estando em oração, no cume da montanha, necessitou de dois ajudantes para que lhe sustentassem as mãos ao alto. Quanto mais espiritual for o trabalho mais depressa nos cansamos. As frutas mais delicadas são as mais difíceis de cultivar. A maior parte das graças celestes são extremamente difíceis de cultivar. Amado, ao mesmo tempo em que não esquecemos as coisas externas, que são muito boas em si mesmas, devemos também procurar desfrutar de uma viva e pessoal comunhão com Jesus. Providencia para que o sentar-te aos pés do Salvador não seja abandonado, até sob o enganoso pretexto de O estares servindo. A primeira coisa para a saúde da nossa alma, a primeira coisa para a sua glória, e a primeira coisa para a nossa utilidade é conservar-nos em perpétua comunhão com o Senhor Jesus, e ver que a vital espiritualidade da nossa religião seja mantida sobre e por cima de qualquer outra coisa do mundo.





Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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