… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

25 de janeiro



William MacDonald
Um dia de cada vez
25 de janeiro

“Deus é amor.” (1 João 4:8, ARC, Pt)

Com a Sua vinda ao mundo, Jesus Cristo acrescentou uma nova palavra à língua grega: ágape, “amor”. Esta já contava com um vocábulo para amizade (philia) e outro para o amor apaixonado (eros), mas faltava uma palavra que expressasse a classe de amor que Deus mostrou quando nos deu o Seu Único Filho. Este é o amor que Ele deseja que mostremos uns aos outros.

Ágape é uma outra classe de amor que ninguém no mundo conhecia, um amor com novas dimensões. O amor de Deus não teve princípio e nunca terá fim. É um amor sem limite que jamais poderá medir-se. É absolutamente puro e livre de toda a mancha de sensualidade. É sacrificado, nunca conta o custo e manifesta-Se dando, pois lemos: “De tal maneira amou Deus ao mundo que deu...” e “Cristo de tal maneira nos amou, que Se deu a Si mesmo por nós...” O amor procura incessantemente o bem-estar dos demais. Busca tanto os desagradáveis e antipáticos como aos agradáveis e atractivos. Dirige-se a amigos e a inimigos. Não se dá porque encontra os seus objectos dignos ou virtuosos, mas só porque Aquele que o concede é bondoso. O amor é desinteressado, nunca espera nada em troca e jamais explora outros em benefício próprio. Não repara nos erros, nas ofensas ou nos impropérios, mas cobre-os com um véu bondoso. O amor devolve com benevolência a descortesia, e ora por aqueles que seriam seus assassinos. O amor pensa sempre nos demais, considerando-os melhores.

Mas o amor também é firme. Deus castiga aos que ama. O amor não pode suportar nem consentir o pecado, porque este é daninho e destrutivo, e o amor deseja proteger os seus objectos do dano e da destruição.

A maior manifestação do amor de Deus foi haver-nos dado o Seu Filho Amado para que morresse por nós na Cruz do Calvário.



“Quem o Teu amor, oh Deus, pode medir,

Que por nós esmagou o Seu Tesouro,

A Ele, em Quem Tu te comprazias,

A Cristo, o Filho do Teu amor? (Allaben)




Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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